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Tesouro dos EUA intensifica fiscalização bancária contra lavagem de dinheiro vinculada à IRGC
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aumentou na segunda-feira, 11, a pressão econômica sobre o Irã, orientando bancos e instituições financeiras a intensificarem o monitoramento de possíveis esquemas de lavagem de dinheiro relacionados à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
O alerta foi emitido pela Rede de Repressão a Crimes Financeiros (FinCEN), unidade do Tesouro focada no combate a crimes financeiros.
De acordo com o comunicado, a IRGC usa redes de empresas fictícias, casas de câmbio e ativos digitais para esconder receitas oriundas da venda de petróleo iraniano sob sanções internacionais. O Tesouro explicou que o grupo conta com uma frota paralela de embarcações antigas e com pouca regulamentação, além de documentos falsificados e transferências de carga entre navios para camuflar a procedência do petróleo.
As autoridades americanas solicitaram que instituições financeiras fiquem atentas a sinais como empresas recém-criadas movimentando grandes valores, pagamentos realizados por diversos intermediários e operações envolvendo plataformas iranianas de criptomoedas. Também foi recomendada atenção a cargas classificadas como “mistura malaia”, técnica utilizada para disfarçar petróleo iraniano.
Scott Bessent, secretário do Tesouro, declarou: “O sistema financeiro precisa estar vigilante para detectar e interromper atividades suspeitas”. Segundo ele, o Irã tenta financiar programas militares e grupos aliados por meio dessas transações ilegais.
Este alerta surge em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã e ao endurecimento da política econômica da administração Trump contra o regime iraniano.
Segundo dados do Tesouro, empresas ligadas ao Irã movimentaram cerca de US$ 4 bilhões em transações petrolíferas em 2024, enquanto companhias de transporte sediadas no Iraque, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong processaram cerca de US$ 707 milhões em contas americanas.
O governo dos EUA também avisou que pode aplicar sanções secundárias contra instituições estrangeiras e empresas que facilitem a comercialização do petróleo iraniano, incluindo refinarias independentes na China.

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