Economia
Três estados lideram crescimento do PIB acima de 3% em 2026
As projeções para o PIB dos estados em 2026 indicam uma desaceleração geral no país comparado a 2025, mas ainda demonstram crescimento em todos os estados, especialmente na região Norte.
O Tocantins está no topo da lista, com um crescimento esperado de 3,8%, seguido por Roraima com 3,6%, Amazonas e Amapá, ambos com crescimento estimado de 3,0%. Por outro lado, o Rio de Janeiro apresenta o menor crescimento, pouco acima de 1%.
Este levantamento foi realizado pelos economistas Gabriel Couto e Rodolfo Pavan do Departamento Econômico do Santander, utilizando dados do PIB regional do IBGE até 2023 e projeções para o período de 2024 a 2027.
Projeção do PIB dos estados para 2026 (%)
- Tocantins — 3,85
- Roraima — 3,62
- Amazonas — 3,04
- Amapá — 2,96
- Mato Grosso — 2,92
- Acre — 2,82
- Pará — 2,76
- Rondônia — 2,70
- Distrito Federal — 2,35
- Paraíba — 2,33
- Santa Catarina — 2,24
- Maranhão — 2,16
- Goiás — 2,15
- Espírito Santo — 2,10
- São Paulo — 1,80
- Minas Gerais — 1,79
- Piauí — 1,76
- Alagoas — 1,70
- Ceará — 1,65
- Pernambuco — 1,56
- Sergipe — 1,55
- Rio Grande do Norte — 1,39
- Bahia — 1,34
- Mato Grosso do Sul — 1,26
- Paraná — 1,13
- Rio Grande do Sul — 1,12
- Rio de Janeiro — 1,09
Além disso, outros estados da região Norte, como Pará, Acre e Rondônia, também apresentam desempenho destacado, reforçando a predominância das regiões Norte e Centro-Oeste em crescimento econômico acelerado.
Regiões menos desenvolvidas apresentam maior crescimento
Gabriel Couto explica que a região Norte, com menor participação no PIB nacional, costuma apresentar taxas de crescimento maiores ao longo dos anos. Esse padrão foi visível em 2021, sofreu breve interrupção após, e projeta liderança a partir de 2024.
Os estados do Norte têm se beneficiado da expansão da fronteira agrícola, o que estimula outros setores econômicos. O Amazonas, por sua vez, é impulsionado pelo consumo resistente das famílias, sustentando indústria, serviços e recuperação da agropecuária.
Mudanças no protagonismo do Centro-Oeste
Em 2025, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideraram com altas expressivas, mas em 2026 esses estados do Centro-Oeste apresentam crescimento mais próximo da média nacional devido a uma base de comparação mais forte, embora continuem em destaque.
Redução das diferenças regionais
Em 2026, a diferença entre os estados com maior e menor crescimento diminui, indicando uma normalização após grande expansão recente em algumas regiões. Mesmo entre os estados do Sudeste, destacado por sua maior economia, o crescimento permanece modesto, especialmente no Rio de Janeiro.
Destaques regionais adicionais
Santa Catarina segue se destacando na região Sul, projetando crescimento de 2,2%, superior a Paraná e Rio Grande do Sul. No Nordeste, Maranhão e Paraíba lideram, enquanto Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe registram crescimento mais baixo.
Perspectiva para 2027
As projeções para 2027 indicam continuidade da desaceleração, com nenhum estado esperando crescimento acima de 3,1%. Tocantins, Mato Grosso, Amazonas e Pará continuam entre os destaques, ainda que sem taxas elevadas dos anos anteriores.
Gabriel Couto destaca que fatores nacionais como mercado de trabalho, política monetária e desempenho da agropecuária influenciam os números estaduais. Eventos climáticos, especialmente a possibilidade de um forte El Niño, representam riscos adicionais para este cenário.


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