Centro-Oeste
Violência doméstica e drogas: entenda a conexão e como combater
Na última segunda-feira (15), representantes das forças de segurança pública, do sistema de justiça e da administração do Recanto das Emas se reuniram para debater estratégias de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. Estavam presentes equipes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), da Polícia Civil (PCDF), da Administração Regional do Recanto das Emas, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas.
O encontro baseou-se em dois estudos técnicos realizados pelo Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar (PMDF), que mostraram uma forte ligação entre crimes de gênero, tráfico de drogas e vulnerabilidade social presente na região.
Os dados apresentados revelam que as áreas com maior incidência de violência doméstica coincidem com as zonas onde o tráfico de drogas é mais intenso. Essa sobreposição mostra como a criminalidade e o consumo abusivo de substâncias influenciam diretamente o aumento da violência contra a mulher.
Além disso, o consumo excessivo de álcool, cocaína, maconha e crack está relacionado aos casos mais graves de agressão, incluindo violência sexual e tentativas de feminicídio. Outro ponto crítico destacado foi o alto índice de reincidência entre agressores, muitos deles com antecedentes criminais e envolvimento em atividades ilícitas, o que torna mais difícil interromper o ciclo de violência.
O impacto da violência doméstica vai além das vítimas diretas, afetando também crianças e adolescentes que convivem nesses ambientes, aumentando os riscos de problemas emocionais e sociais.
Ficou claro entre os participantes que para enfrentar efetivamente esse problema é necessária uma atuação integrada, envolvendo não só a repressão criminal, mas também ações coordenadas entre segurança pública, assistência social, saúde e educação, visando prevenir e proteger as famílias em situação de vulnerabilidade.


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