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Governo sob pressão após derrota no Senado para indicação ao STF

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A coordenação política do governo tornou-se o foco das críticas por parte dos aliados logo após a derrota significativa na votação do Senado para a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação predominante é que houve uma falha na coordenação e na antecipação da movimentação promovida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Os maiores apontamentos nos bastidores recaíram sobre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães, que assumiu o posto recentemente. Ambos estavam confiantes na aprovação de Messias e não conseguiram prever a derrota, impossibilitando ações preventivas.

Aliados descrevem a articulação política nessa ocasião como insuficiente, argumentando que caso o Planalto tivesse ciência da votação apertada e da capacidade de Alcolumbre de mobilizar votos contra Messias, deveria ter tentado postergar a votação no plenário. Para esse grupo, o governo subestimou o risco de derrota.

Em meio às críticas, é destacada uma imagem de Davi Alcolumbre momentos antes da divulgação do resultado, comunicando a Jaques Wagner que a indicação de Messias perderia por oito votos, evidenciando que o presidente do Senado dominava a situação enquanto o governo estava vulnerável.

Os opositores à liderança de Wagner argumentam que seu prognóstico otimista informado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final da tarde, indicando a aprovação de Messias com 41 votos, impediu quaisquer medidas para evitar a derrota, a mais relevante enfrentada pelo governo no Congresso.

Nos bastidores, há quem considere a substituição do senador na liderança do governo, apesar de Jaques Wagner ser um dos aliados mais próximos e amigos pessoais do presidente.

Além do erro de avaliação da votação, também foram comentadas as imagens do senador abraçando Davi Alcolumbre após a confirmação do resultado desfavorável para Messias no plenário do Senado.

Quanto ao ministro José Guimarães, o governo nutria expectativa de que ele fortaleceria a relação com o presidente do Senado, que esteve presente em sua posse no Palácio do Planalto no dia 14. A participação de Alcolumbre foi interpretada como um sinal de aproximação, considerando que ele vinha mantendo certa distância do governo.

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