Brasil
Construção civil cresce pelo terceiro mês seguido, diz CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anuncia que o índice que mede o progresso da atividade no setor da construção aumentou pelo terceiro mês consecutivo, subindo de 46,3 pontos em março para 47 pontos em abril.
Em janeiro, o índice estava em 43,1 pontos. Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, uma pesquisa realizada pela CNI em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Essa pesquisa foi feita com 322 empresas – 116 pequenas, 140 médias e 66 grandes – entre 4 e 13 de maio de 2026.
O índice que mede a evolução do número de empregados também apresentou crescimento, atingindo 47,1 pontos em abril, depois de subir 0,9 ponto em relação a março. No começo do ano, este índice era de 45,3 pontos.
De acordo com os empresários, tanto a atividade quanto o número de empregos estão acima da média para o mês de abril.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, acredita que a melhora recente é consequência das ações para estimular o setor, como o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e a oferta de financiamentos para a reforma de casas de famílias de baixa renda, anunciadas pelo governo no final do ano passado.
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção em abril ficou em 66%, um ponto percentual menor que o registrado em abril de 2024 e 2025, quando ficou em 67%.
Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) em maio
O Icei da Indústria da Construção aumentou 0,3 ponto, chegando a 46,7 pontos em maio. No entanto, o indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que divide a confiança da falta dela, marcando o 17º mês seguido de pessimismo entre os empresários da construção.
Em maio, a perspectiva dos empresários sobre o mercado de trabalho no setor melhorou. O índice que mede a expectativa de criação de novas vagas nos próximos seis meses ultrapassou a linha dos 50 pontos, subindo de 48,8 para 50,7 pontos. Isso indica que a previsão de queda no número de empregados mudou para uma previsão de aumento.
Os índices de expectativa de compras de insumos e matérias-primas e de atividade sofreram quedas. O índice de compras caiu 0,6 ponto, ficando em 50,9; o índice de atividade diminuiu 0,8 ponto, chegando a 51,1.
Diante das incertezas atuais, os empresários estão cautelosos quanto aos investimentos. Em maio, o índice de intenção de investimentos recuou 1,3 ponto, passando de 43,4 para 42,1 pontos. Essa é a pior marca para o mês desde 2021, quando o índice registrou 41,8 pontos.

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