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Gabriel Ganley morreu por problema no coração

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O atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, encontrado morto no último sábado (23), indica que ele faleceu de forma súbita devido a uma condição chamada cardiomiopatia hipertrófica — uma doença onde o músculo cardíaco se torna anormalmente espesso, dificultando o funcionamento do coração.

Nessa condição, o coração endurece, prejudicando o bombeamento e o relaxamento necessários para o seu funcionamento normal.

A cardiomiopatia hipertrófica é geralmente uma doença genética que pode ser herdada, mas o uso de anabolizantes pode agravar seu quadro.

Ganley, que admitiu usar anabolizantes em suas redes sociais, será cremado nesta segunda-feira (25), em uma cerimônia restrita a familiares próximos.

Nascido no Rio de Janeiro, Gabriel ganhou destaque ao compartilhar sua rotina fitness e dicas de musculação nas redes sociais, onde era conhecido como BBzinho, com cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram.

Entre 2023 e 2024, ele teve destaque em competições de fisiculturismo natural, modalidade em que não se permite o uso de esteroides anabolizantes. Entretanto, no ano passado, revelou ter começado a utilizar essas substâncias.

Ele era uma das atrações esperadas no Musclecontest Brasil, em julho, em Curitiba (PR), e recentemente comentou sobre seu sonho de participar do Mr. Olympia, a principal competição mundial de fisiculturismo.

Uso de insulina e riscos

Relatos indicam que Gabriel já sofreu episódios graves após usar insulina, substância que alguns fisiculturistas utilizam para ajudar no ganho muscular devido ao seu efeito anabólico, transportando nutrientes para as células musculares e facilitando a recuperação.

No entanto, seu uso inadequado pode causar sintomas como tremores, suor frio, confusão mental e até risco de morte.

Morte súbita em fisiculturistas

A morte cardíaca súbita é comum entre homens fisiculturistas, conforme pesquisa publicada no European Heart Journal. O estudo, que analisou mais de 20 mil atletas, apontou 121 mortes, com cerca de 38% relacionadas a problemas cardíacos.

O risco é maior entre fisiculturistas profissionais, com incidência mais de cinco vezes superior à de amadores.

Entre as causas comuns estão o aumento da espessura do coração e doenças nas artérias coronárias, com o uso abusivo de anabolizantes identificado em alguns casos.

Anabolizantes e outros riscos

Os anabolizantes, hormônios derivados da testosterona, aceleram o crescimento muscular, mas são proibidos pelo Conselho Federal de Medicina para fins estéticos ou de performance desde 2023, devido aos seus altos riscos.

Os efeitos adversos incluem problemas psicológicos, cardiovasculares, inflamação no fígado, infertilidade, alterações hormonais e características masculinas em mulheres.

Uso inadequado de diuréticos

Diuréticos, usados para tratar pressão alta e problemas cardíacos, aumentam a eliminação de líquidos e sódio pelo organismo, reduzindo o volume circulante no corpo. Embora possam ajudar a diminuir inchaço, seu uso sem orientação médica é perigoso.

O uso indevido pode causar desidratação e problemas cardíacos graves, já que promove a perda excessiva de potássio, essencial para o ritmo cardíaco. Níveis baixos desse mineral podem provocar arritmias com risco de vida.

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