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Plano para salvar BRB inclui reestruturação do banco estatal

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Após o acordo para ajudar o BRB (Banco de Brasília), o governo do Distrito Federal deve apresentar um plano forte para reorganizar o banco público e garantir que o empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) tenha um suporte duradouro.

Técnicos do governo federal que participaram do planejamento do resgate informam que a governadora do DF, Celina Leão, precisará se comprometer diretamente para tirar o BRB da situação financeira difícil.

Na prática, isso significa vender ainda mais bens além daqueles já programados, para colocar mais dinheiro no BRB do que o inicialmente previsto. Em uma assembleia extraordinária realizada em abril, o banco já aprovou um aumento de capital que pode chegar a R$ 8,8 bilhões, valor que pode não ser suficiente a longo prazo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou em entrevista que, se o BRB quebrar, o FGC terá um prejuízo de R$ 17 bilhões.

O BRB ainda não divulgou seu balanço de 2025, o que atrasou a análise do Banco Central e sinaliza o real tamanho das perdas após a compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Até o momento, sabe-se que o BRB adquiriu cerca de R$ 21,9 bilhões em ativos do Master.

O acordo foi fechado em 28 de maio entre o governo federal e o DF durante uma audiência intermediada pelo ministro do STF, Luiz Fux. Ele apenas aprovou a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda.

O acordo também prevê medidas de ajuste fiscal para o governo local. O governo não poderá conceder aumento salarial, criar novos cargos ou realizar concursos públicos. O objetivo é garantir um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do FGC ao BRB.

As negociações começaram cerca de dez dias antes do governo do DF entrar com uma ação no STF para suspender a regra que impedia o governo federal de garantir o empréstimo do FGC ao banco.

Em 20 de maio, o governo do DF protocolou essa petição que ficou em sigilo. Na mesma época, o ministro Dario Durigan já sinalizava abertura para diálogo, o que trouxe esperança ao presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa. Antes disso, a falta de avanço nas conversas tinha gerado desânimo, já que o presidente Lula recusou uma reunião com Celina Leão, mesmo com pedido de apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta.

O governo federal e pessoas do BRB avaliam que a gestão de Celina Leão estava demorando para agir. O ministro Dario Durigan conversou com o presidente Lula, que autorizou a busca por uma solução para o banco público.

O Tesouro buscou uma solução sem precisar usar recursos públicos para salvar o banco. Isso porque o BRB é importante para políticas públicas no DF, já que administra a folha de pagamento dos servidores, o sistema de transporte e o pagamento de benefícios sociais, funções similares ao que fazem empresas federais como Dataprev e Serpro.

O governo federal acredita que a crise do BRB poderia afetar também o governo nesta eleição, por isso a urgência na resolução.

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