Economia
Paramount compra Warner por US$ 111 bilhões
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu o aval nesta sexta-feira (12) para que a Paramount Skydance adquira o estúdio Warner Bros Discovery, numa operação gigantesca avaliada em cerca de 111 bilhões de dólares (R$ 564 bilhões).
A Divisão Antitruste aprovou o negócio sem impor nenhuma condição, encerrando uma análise que durou oito meses e abrindo caminho para uma das maiores fusões da indústria de mídia nos últimos tempos.
O departamento afirmou que a transação provavelmente não prejudicará a concorrência ou os consumidores nos EUA e que pode até mesmo fomentar a competição.
Essa aprovação é uma grande conquista para o CEO da Paramount, David Ellison, cujo pai, Larry Ellison — cofundador da Oracle e um dos homens mais ricos do mundo —, financiou em grande parte essa compra.
Larry Ellison é conhecido por ser um aliado próximo do ex-presidente Donald Trump, e seu apoio financeiro foi decisivo para convencer o Conselho da Warner Bros., garantindo a vitória da Paramount nessa disputa que também envolveu a Netflix.
A empresa combinada terá um vasto portfólio de ativos, incluindo a CNN, a Warner Bros. Pictures e a plataforma de streaming HBO Max.
Enquanto isso, ainda existem riscos jurídicos pendentes. Um grupo de cerca de dez estados, liderado pela Califórnia, está preparando uma ação antitruste que pode ser protocolada ainda neste mês. O gabinete do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, confirmou que a aquisição está sob investigação ativa.
A Comissão Europeia também está avaliando se a fusão é benéfica para o mercado europeu.
Por outro lado, o setor de Hollywood mostra preocupação com essa fusão. Centenas de atores e diretores manifestaram sua oposição através de uma carta, alertando que essa união poderá impactar negativamente a produção em uma indústria já marcada por cortes ao longo dos anos.
O Departamento de Justiça contestou essas preocupações, afirmando que as evidências não indicam que a fusão resultaria em diminuição da criação de conteúdo.
A disputa começou no ano anterior, quando Netflix e Paramount competiram pela Warner Bros. e seu valioso catálogo. Hollywood, inicialmente desconfiada, ficou ao lado da Netflix como a opção menos prejudicial. No entanto, a Paramount elevou sua oferta até que a Netflix decidiu se retirar da disputa.


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