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Irã e EUA anunciam acordo de paz próximo
Autoridades do Irã e dos Estados Unidos declararam nesta sexta-feira (12) que estão cada vez mais perto de firmar um acordo de paz no Oriente Médio, uma perspectiva apoiada pelo Paquistão, que atua como mediador no conflito.
Após vários dias de negociações e anúncios que não resultaram em avanços, os principais envolvidos no conflito mostram otimismo, embora existam divergências entre as versões divulgadas pela mídia iraniana e americana sobre os termos acertados.
Abbas Araghchi, chefe da diplomacia do Irã, afirmou em um canal estatal: “Assim que finalizarmos os últimos detalhes, o acordo será assinado e anunciado. Isso pode acontecer em poucos dias. Tenho boas expectativas”.
Ele explicou que o projeto do acordo inclui a suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos e uma nova administração do Estreito de Ormuz. Além disso, acusou Israel de tentar impedir as negociações de paz com os EUA.
Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão e principal negociador, também demonstrou confiança: “A paz nunca esteve tão próxima quanto agora”.
Assinatura remota
Um alto representante da Casa Branca estimou uma probabilidade entre 80% e 85% para a concretização do acordo, que daria início a 60 dias de conversas técnicas. “Ainda não finalizamos, mas estamos perto”, comentou.
A Suíça ofereceu-se para ser a sede da assinatura do pacto, contudo Teerã indicou que a assinatura ocorrerá de forma remota.
Essa expectativa teve impacto positivo nos mercados, com o preço do petróleo caindo para menos de 90 dólares o barril.
Donald Trump, que anunciou 39 vezes a iminência de um acordo segundo a CNN, enfrenta dificuldades para extinguir essa guerra impopular pouco antes das eleições legislativas americanas.
O presidente publicou no Truth Social que os termos vazados pelo Irã são diferentes daqueles realmente acordados, classificando os envolvidos como desonestos e acusando-os de agir de má-fé.
Controle do urânio
A agência iraniana Mehr divulgou um rascunho de 14 pontos que incluía controle sobre o Estreito de Ormuz, direito ao enriquecimento de urânio e o desbloqueio de 24 bilhões de dólares em fundos iranianos congelados no exterior.
Em contrapartida, Washington apresentou uma versão distinta, prevendo a reabertura de Ormuz, o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a diluição do urânio enriquecido no Irã pelos EUA.
Araghchi afirmou que o empobrecimento do urânio será feito dentro do território iraniano. O processo reduziria o enriquecimento a menos de 5%, muito abaixo dos 90% necessários para armas nucleares, diminuindo significativamente a ameaça de uso militar.
O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico, diferentemente das acusações dos Estados Unidos e Israel.


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