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Operação contra produtora ligada a ‘Dark Horse’ causa desconforto na prefeitura de SP

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Uma operação iniciada nesta segunda-feira (1º) que visou o contrato entre a Prefeitura de São Paulo e uma ONG pertencente à mesma proprietária da produtora responsável pelo filme “Dark Horse” gerou desconforto na administração de Ricardo Nunes (MDB) e críticas internas à ação da Polícia Civil liderada por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Aliados do prefeito descrevem que a busca e apreensão na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia foi considerada “desnecessária e mais para a mídia”, pois o contrato com o Instituto Conhecer Brasil (IBT), assim como as prestações de contas correspondentes, já estavam disponíveis ao público.

O instituto, comandado por Karina Ferreira da Gama — que também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro (PL) — possui um contrato de R$ 108 milhões com a secretaria para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em áreas públicas periféricas de São Paulo.

Pessoas próximas a Ricardo Nunes relataram que o prefeito foi surpreendido com a ação, especialmente por ter vindo da polícia estadual. Ao comentar o ocorrido, o prefeito sugeriu uma possível motivação política por trás da operação, questionando o motivo de só agora esse assunto vir à tona.

A reportagem apurou que a ação não foi comunicada à alta cúpula da Secretaria da Segurança Pública e seguiu de maneira discreta. Uma facção da Polícia Civil tem demonstrado descontentamento com a gestão de Tarcísio. O governador preferiu não se pronunciar sobre o assunto, e apoiadores destacam que a polícia possui autonomia, o que justificaria a ausência de aviso prévio para Tarcísio.

A investigação teve início quando o Ministério Público Federal (MPF), em dezembro de 2025, recebeu uma denúncia apontando possíveis irregularidades no contrato entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo. Por se tratar de uma questão municipal, o MPF encaminhou a denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que solicitou em março a abertura de um inquérito pela 2ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração e Fraudes (Discca), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

O delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, responsável pela delegacia, conduziu a investigação e requereu autorização judicial para a realização da operação desta segunda-feira.

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