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Monique aponta Jairinho como responsável pela morte de Henry Borel

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Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão contra seu próprio filho, declarou pela primeira vez nesta terça-feira, 2, que acredita que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, seja o culpado pela morte de Henry Borel, de 4 anos.

“Eu penso que foi ele, eu realmente acredito nisso. Hoje, pelo jeito como ele age, pelas ex-namoradas, pelos filhos, sim, eu creio que pode ter sido ele”, afirmou Monique durante depoimento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Essa é a primeira ocasião em que Monique responsabiliza Jairinho pela morte de Henry. Anteriormente, ao ser questionada sobre o que teria ocorrido com seu filho, ela dizia que “só Deus” sabia.

Segundo Monique, no começo, ela pensava que fosse um acidente doméstico, porém as investigações a fizeram acreditar na culpa do ex-vereador.

“Naquele momento, em nenhum instante, eu achei que tivesse sido Jairo. Eu realmente pensei que tivesse sido um acidente em casa. Eu pensei que fosse uma morte causada por assassinato, ou uma fatalidade violenta, ou uma morte causada por espancamento, pois não havia marcas no meu filho”, explicou.

Monique negou que a babá Thayná de Oliveira Ferreira tenha informado sobre agressões cometidas por Jairinho contra Henry.

“Ela nunca me disse que meu filho sofreu algum tipo de agressão ou tortura. Ela não me contou nada disso, excelência. Ela disse aqui que falou no mesmo dia para mim. Isso é falso. Ela não me contou. Ela não mencionou nada”, declarou Monique.

Em depoimento no domingo, 31, a babá Thayná relatou ter visto ao menos três ocasiões em que Jairinho levou Henry para um quarto, ficou sozinho com ele por um tempo e depois a criança se queixava de dor ou mostrava sinais de agressão.

Thayná disse que teria alertado a mãe sobre as agressões sofridas por Henry. Contudo, Monique negou essa informação. A professora declarou que nunca suspeitou que o então namorado pudesse ter machucado o filho.

“Naquela época, não havia motivo para desconfiar do Jairo. Como eu poderia saber? Ele era um médico, ex-vereador. Eu confiava no Jairo. Não imaginava que ele fosse capaz de fazer algo com o Henry. Tudo acontecia às escondidas, quando eu não estava por perto”, afirmou Monique.

No depoimento, Monique leu mensagens trocadas com a babá no dia 12 de fevereiro de 2021, menos de um mês antes do falecimento da criança. Thayná detalhou, minuto a minuto, o que teria sido um dos episódios em que Jairo teria agredido o menino.

A babá relatou que Jairo entrou em um quarto com Henry, e que o comportamento da criança mudou após sair do local. Na conversa, Monique demonstrou preocupação com o ocorrido, questionou o que teria acontecido, mas Thayná disse que Henry não relatou nenhuma agressão.

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