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Conflito entre Irã e EUA gera ataque com vítima no Kuwait

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Irã e Estados Unidos trocaram acusações nesta quarta-feira (3) sobre a quebra do delicado cessar-fogo na região do Golfo, após ataques recíprocos em que forças iranianas atingiram o aeroporto do Kuwait, causando a morte de uma pessoa.

Este episódio desafia a trégua iniciada em 8 de abril entre as partes, que, conforme declarou o presidente americano Donald Trump, mantém contatos para tentar estabelecer a paz.

Paralelamente, operações militares no Líbano continuam intensas, com ataques israelenses nas proximidades de Beirute que resultaram em nove mortes no sul do país.

A retomada dos confrontos e a ausência de progressos nas negociações contribuíram para o aumento dos preços do petróleo, já afetados pela guerra e pelo impacto no Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio de hidrocarbonetos.

Washington e Teerã se acusaram mutuamente pelas hostilidades que fecharam temporariamente o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O ataque com drones danificou um terminal de passageiros pela madrugada, vitimando um cidadão indiano e ferindo 63 pessoas, incluindo civis, funcionários do aeroporto e viajantes, com lesões graves, como traumas cranianos, hemorragias, amputações e danos causados por explosões, segundo autoridades locais que qualificaram o ataque como uma agressão iraniana.

O Kuwait, local de bases militares americanas, sofreu reações de Teerã em resposta a explosões israelenses-americanas ocorridas em 28 de fevereiro, que desencadearam o conflito.

De acordo com o Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio, o Irã lançou uma série de mísseis contra Kuwait e Bahrein, totalizando 13 mísseis e 17 drones, segundo o Exército Iraniano.

Em reação, o Exército americano conduziu ataques defensivos contra a ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, atingindo uma torre de comunicações.

A Guarda Revolucionária do Irã relatou ataques a um navio ligado a Israel e aos EUA, além de bombardeios não especificados contra locais na região e contra a Quinta Frota americana no Bahrein.

Embora o Irã não tenha reivindicado o ataque ao aeroporto, acusou Kuwait e Bahrein de permitir ataques americanos a partir de seus territórios e afirmou que a base aérea de Ali Al Salem era outro alvo.

O conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, declarou que cada ato de agressão será respondido com uma enxurrada de mísseis e drones.

A escalada ocorre em meio a um impasse diplomático, com a mídia iraniana informando a suspensão das negociações indiretas com Washington após explosões israelenses no Líbano.

Em resposta, Donald Trump negou a suspensão dos contatos e reafirmou o desejo de manter diálogo, inclusive manifestando interesse em encontrar-se com o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

No entanto, um acordo ainda parece distante devido a divergências, especialmente sobre o programa nuclear iraniano.

A situação no Líbano

Outro foco de tensão é o cessar-fogo no Líbano, considerado pelo Irã como fundamental para qualquer acordo.

A Guarda Revolucionária ameaçou abrir novas frentes em retaliação aos ataques israelenses, enquanto o Exército de Israel intensificou suas incursões no sul do país, visando eliminar o movimento pró-Irã Hezbollah.

Na quarta-feira, ataques aéreos israelenses mataram nove pessoas perto da cidade de Tiro, no sul do Líbano.

As forças israelenses afirmaram ter interceptado uma aeronave hostil e dois projéteis provenientes do Líbano.

Desde o início do conflito em 2 de março, mais de 3.465 pessoas morreram no Líbano devido à intervenção israelense.

Um cessar-fogo foi anunciado em 17 de abril, mas ambos os lados o violaram repetidamente.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Israel e Líbano poderiam alcançar um acordo de paz rapidamente, não fosse a atuação do Hezbollah.

As tensões entre Donald Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também ficaram evidentes, com um telefonema tenso no qual Trump proferiu duras palavras ao líder israelense, preocupado que ameaças de bombardear Beirute comprometessem as negociações com o Irã.

Segundo relatos, Trump teria expressado sua desaprovação de forma contundente, indicando que temia que tais ações prejudicassem o processo de paz.

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