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EUA bloqueiam mísseis iranianos e anunciam respostas no Oriente Médio
As tensões no Oriente Médio aumentaram novamente nesta quarta-feira (29). O Exército dos Estados Unidos informou que conseguiu interceptar mísseis lançados pelo Irã e realizou um ataque conjunto com a Arábia Saudita contra grupos armados pró-iranianos no Iraque, causando uma elevação imediata nos preços do petróleo.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom), caças americanos e sauditas alvejaram unidades logísticas e armamentos de grupos terroristas no leste do Iraque, após um período recente de calmaria no conflito.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou a operação conjunta contra milícias terroristas ligadas ao Irã, que são acusadas de tentativas de ataque com drones contra instalações petrolíferas no leste do país.
A Arábia Saudita já havia registrado ataques desse tipo na segunda-feira e pediu ao governo iraquiano que impeça o uso de seu território para ações contra o reino.
O governo do Iraque anunciou que vai instaurar uma investigação sobre os ataques. A Resistência Islâmica no Iraque, uma coalizão de grupos pró-iranianos, declarou que houve mortos e feridos nos ataques.
O grupo Hashed al Shaabi ou Frente de Mobilização Popular (FMP) informou que várias de suas posições foram atacadas em diferentes áreas e reportou ao menos 20 mortos.
O Centcom também comunicou que interceptou com sucesso os mísseis enviados pelo Irã, que seriam parte de um ataque surpresa contra tropas americanas na região, embora não tenha divulgado detalhes do local.
Essa nova onda de confronto levou a um aumento significativo nos preços do petróleo: o barril de WTI subiu 4,72%, chegando a 83,00 dólares, enquanto o Brent do Mar do Norte avançou 4,70%, para 88,04 dólares.
A agência iraniana Tasnim informou que a Guarda Revolucionária atacou três petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, alegando que os navios ignoraram advertências e continuaram a rota.
Na terça-feira, houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter atingido um petroleiro saudita no Mar Vermelho após acusar a embarcação de violar o bloqueio naval imposto ao país.
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se expandiu recentemente para uma região antes relativamente estável desde 2022, envolvendo os houthis e a Arábia Saudita, que apoia militarmente o governo iemenita.
Nos últimos dias, os Estados Unidos haviam interrompido as operações ofensivas, e o presidente Donald Trump manifestou otimismo quanto a possíveis avanços nas negociações com Teerã para pôr fim à guerra.
Encontro na Casa Branca
Na terça-feira, Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para uma reunião descrita como positiva por ambos os lados.
Foi o primeiro encontro desde o início do conflito no Oriente Médio, após períodos de tensão política que incluíram insultos públicos entre os líderes em abril, durante negociações de cessar-fogo.
Netanyahu minimizou as discordâncias, qualificando-as como divergências táticas, e ressaltou que ambos compartilham os objetivos da guerra.
O governo americano qualificou o encontro como construtivo, e Trump afirmou que a reunião foi muito produtiva, abordando temas importantes.
Em vídeo divulgado pelo primeiro-ministro israelense, este afirmou que foi uma das melhores conversas já mantidas com o presidente dos Estados Unidos e que confirmaram a meta comum de impedir que o Irã tenha armas nucleares.
Apesar do diálogo, a reunião fechada, que durou cerca de uma hora e meia, não eliminou a percepção de desentendimentos existentes entre os líderes.
Os Estados Unidos e Israel se preparam para eleições nos próximos meses, e as pesquisas indicam que Netanyahu enfrenta dificuldades, em parte devido à crítica pública sobre a resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A intenção dos Estados Unidos é estabilizar toda a região, onde os desafios na exportação de petróleo e gás influenciam a inflação doméstica americana.
Quando questionado sobre rumores de que o Irã estaria reforçando instalações nucleares na montanha de Kolang, Trump respondeu à Fox News: “Tenho plena consciência do que acontece em Kolang, não vejo isso como problema sério. Se não houver acordo, destruiremos tais instalações com facilidade.”

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