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Economia

Alcolumbre pede estudo para aplicar escala 6×1 sem espera

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitou à equipe técnica do Senado um estudo para modificar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1, de modo que a alteração seja implementada imediatamente, sem período de transição. A informação foi compartilhada com líderes sindicais durante reunião com Alcolumbre na última quarta-feira e confirmada por membros do Senado.

A proposta é realizar essa mudança por meio de uma emenda de redação, permitindo que o texto não retorne para nova votação na Câmara. Fontes próximas ao presidente do Senado indicaram que o estudo foi solicitado na quarta-feira.

Na visão de um participante da reunião, essa atitude de Alcolumbre foi recebida com surpresa positiva pelos sindicalistas, que inicialmente acreditavam que ele poderia dificultar o avanço do tema no Senado. A PEC que propõe o fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara em maio, mas ainda aguarda avanço no Senado.

Sergio Nobre, presidente da CUT, avaliou a posição de Alcolumbre como favorável, destacando a ausência do período de transição.

“Há condições para que isso seja feito de imediato, até para facilitar a adaptação das empresas. É mais lógico implementar a mudança de uma só vez do que gradualmente”, afirmou o líder sindical.

O texto aprovado na Câmara determina que a escala 6×1 deixe de vigorar 60 dias após a promulgação da medida, garantindo duas folgas semanais. A proposta do presidente do Senado seria para que essa mudança ocorra já na promulgação do texto, fórmula desejada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que precisou ceder para assegurar avanço da PEC na Câmara.

Esse tema é uma aposta central do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer sua candidatura à reeleição, devido ao amplo apoio popular.

Após a reunião, o senador Paulo Paim (PT-RS) declarou que Alcolumbre demonstrou compromisso em tentar uma emenda de redação para eliminar a transição.

Davi Alcolumbre comentou que o período de transição é longo demais e mostrou grande vontade de que a PEC seja aprovada rapidamente. Ele acredita que o ideal é não ter esse intervalo, como ocorreu na Constituinte”, contou Paim.

A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que ainda definirá o calendário de votação da proposta junto a Alcolumbre. Os sindicalistas que participaram da reunião informaram que o presidente do Senado não indicou um calendário específico, porém a expectativa é de que a tramitação ocorra até agosto, no máximo.

Na terça-feira, Alcolumbre respondeu à pressão para votar a proposta pelo fim da escala, criticando autoridades do governo durante discurso no Plenário.

“Recebi declarações de um representante importante do país dizendo que a PEC da escala 6×1 deve ser votada antes das eleições para influenciar o calendário eleitoral. Isso é aceitável? Não é”, afirmou.

Ele explicou que a pressa do governo visa constranger os parlamentares a aprovarem a proposta.

“Essa pressão soa como uma ameaça: ‘Vote ou ficará contra 37 milhões de trabalhadores que buscam um dia extra de descanso'”, completou.

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