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Ataque russo em Kiev resulta em pelo menos 17 mortos
Pelo menos 17 pessoas perderam a vida e diversos edifícios residenciais foram destruídos em Kiev nesta quinta-feira (2), em um ataque que as autoridades descreveram como o mais intenso sofrido pela capital ucraniana desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
O prefeito da cidade, Vitali Klitschko, declarou um dia de luto para sexta-feira como homenagem às vítimas desse ataque massivo.
O presidente Volodimir Zelensky solicitou rapidamente aos Estados Unidos autorização para fabricar na Ucrânia mísseis de defesa antiaérea do tipo Patriot, visando evitar ataques semelhantes no futuro.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter realizado um ataque em grande escala contra Kiev, alegando ser uma resposta aos ataques realizados pelo governo ucraniano contra instalações civis, incluindo empresas da indústria militar e infraestrutura energética.
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, destacou que Moscou continuará a aumentar a pressão sobre o governo ucraniano para alcançar seus objetivos militares, respondendo também às possíveis novas sanções da União Europeia contra a Rússia.
Timur Tkachenko, comandante da administração militar de Kiev, denunciou que o inimigo tem mirado repetidamente em áreas residenciais, causando a morte de civis. Durante a madrugada, grandes explosões foram ouvidas por várias horas na capital.
Uma grande nuvem de fumaça foi visível após uma explosão no centro da cidade, seguida por incêndios que exigiram a rápida ação dos bombeiros e ambulâncias. Pouco tempo depois, uma segunda explosão ocorreu nas proximidades.
Moradores correram para os abrigos com colchões, expressando medo, mas também determinação. Katerina Koval contou que não estava acostumada a buscar refúgios, mas mudou de opinião após os recentes ataques contra civis. Já Katerina Kucheriava, médica residente, afirmou que não acreditam ser possível intimidá-los.
De acordo com Mykola Kalashnyk, funcionário da administração militar regional, durante a noite foram usados drones de ataque, mísseis balísticos e de cruzeiro para atingir cinco distritos da região de Kiev.
Vitali Klitschko informou que o ataque danificou um prédio central que funcionava como estacionamento de ambulâncias, ferindo cinco profissionais de saúde, com um paramédico em estado crítico. Além disso, o teto de um prédio residencial alto estava em chamas e moradores ficaram presos em uma estrutura de nove andares danificada.
Mais de quatro anos após o início da invasão, Kiev e outras regiões ainda são alvos frequentes de bombardeios. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, apelou aos aliados para que acelerem decisões relacionadas à defesa aérea da Ucrânia.
Em 2 de junho, um ataque russo em larga escala, que utilizou 656 drones e 73 mísseis, resultou em 23 mortos, incluindo 16 na cidade de Dnipro e sete em Kiev, que também teve quase 50 feridos.
Kiev tem intensificado ofensivas contra territórios russos e áreas ocupadas, enquanto as negociações sob a mediação dos Estados Unidos permanecem sem avanços.

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