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Argentina amplia busca por hantavírus para nova província

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A Argentina vai expandir a pesquisa sobre roedores que podem carregar o hantavírus, agora incluindo a província de Mendoza, no oeste do país. Essa ação faz parte de um inquérito relacionado a um surto fatal ocorrido em um navio de cruzeiro em abril, conforme comunicou o Ministério da Saúde do país nesta sexta-feira (5).

A investigação prolongada acontecerá entre os dias 8 e 12 de junho, dando continuidade às análises feitas anteriormente na província de Tierra del Fuego, no sul da Argentina, ponto de partida do navio de cruzeiro MV Hondius. Este navio estava em viagem de Ushuaia para Cabo Verde, mas a rota foi interrompida após a morte de três passageiros por hantavírus.

Em Ushuaia, a cidade mais ao sul da Argentina, uma missão científica capturou mais de cem roedores para exame, porém não identificou nenhum rato-colilargo, que é o transmissor da cepa do hantavírus responsável pelo surto no cruzeiro, conforme informado pelas autoridades de saúde.

Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Meio Ambiente da província da Terra do Fogo, explicou em entrevista coletiva que foram instaladas cerca de 140 armadilhas, com uma taxa de captura diária entre 40% e 50%, mas até o momento nenhum rato-colilargo foi encontrado.

Essa variante do vírus, detectada apenas em algumas áreas do sul da Argentina e do Chile, é conhecida por ser a única que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, com o rato-colilargo (Oligoryzomys longicaudatus) como vetor. A equipe científica está empenhada em confirmar se o vírus está presente nesse destino turístico conhecido como “fim do mundo”.

Com essa ampliação da investigação, as autoridades de saúde avaliam que os roedores contaminados possam ter se difundido em outras regiões do país ou que tenham migrado para o sul vindo de Mendoza.

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