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Bloqueio dos EUA ameaça a educação em Cuba, diz Unesco
O bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos a Cuba ameaça o sistema educacional da ilha, afetando a disponibilidade de professores e reduzindo o tempo de aula, alerta a Unesco.
Desde 1962, Cuba sofre um embargo comercial dos EUA, que se agravou recentemente com a ameaça do governo de Donald Trump de sancionar países que forneçam petróleo a Havana. Essa situação tem causado escassez de combustível, dificultando o transporte e gerando apagões frequentes.
Anne Lemaistre, representante da Unesco em Cuba, informou que as restrições energéticas e de transporte comprometem a presença dos docentes, aumentando o déficit de mais de 26 mil professores no país.
Para lidar com a crise, o governo cubano adotou medidas emergenciais, incluindo a redução da carga horária escolar e o término antecipado do ano letivo, que geralmente termina em junho, mas foi encurtado este ano.
A representante acrescentou que cerca de 400 mil estudantes tiveram suas horas de aula diminuídas, enquanto aproximadamente 28 mil alunos em séries finais enfrentam dificuldades críticas para concluir seus estudos, especialmente em áreas rurais e isoladas.
Além disso, Anne Lemaistre destacou que 30% das crianças e adolescentes foram deslocados por eventos climáticos recentes, e mais de 870 escolas ainda não foram recuperadas dos danos causados pelo furacão Melissa, que castigou o leste de Cuba.
O escritório da Unesco está colaborando com o Ministério da Educação de Cuba para calcular os dias de ensino perdidos devido ao bloqueio energético imposto pelos EUA.
Recentemente, a organização alertou em sua conta na rede X que essa crise coloca a educação cubana em risco e ameaça o futuro de toda uma geração, com impactos prolongados.
Em resumo, a educação em Cuba está sob forte pressão por causa da crise energética atual.


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