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Congo lança testes de novos tratamentos contra ebola
República Democrática do Congo (RDC) iniciou na quinta-feira (2) um estudo clínico para testar dois tratamentos promissores contra a variante Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto atual, conforme informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Hoje começamos o estudo clínico com dois tratamentos, que inclui o primeiro paciente”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a coletiva de imprensa.
O projeto, chamado PARTNERS, vai avaliar o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir, usados sozinhos ou em combinação, explicou.
A pesquisa é liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da RDC, com apoio de uma rede de parceiros, incluindo a OMS.
“Os pacientes terão acesso a cuidados completos e serão acompanhados de perto”, ressaltou Tedros. “Estamos também tentando garantir que eles possam usar esses medicamentos, caso sejam seguros e eficazes.”
Além disso, a OMS autorizou o uso emergencial do primeiro teste molecular para diagnósticos da variante Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento específico ainda.
Desde o início do 17º surto, em 15 de maio, as autoridades registraram 438 mortes entre 1.406 casos, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 31,2%.
“O surto está se espalhando, com uma média de 38 novas confirmações diárias nas últimas duas semanas”, ressaltou o diretor da OMS.
Dez laboratórios já conseguem identificar o vírus e o rastreamento de contatos melhorou, alcançando quatro em cada cinco pessoas rastreadas, embora muitos ainda estejam sem identificação.
Já foram criados cerca de 650 leitos em 22 centros de saúde, mas quase 96% deles estão ocupados, e 300 leitos adicionais estão sendo preparados, segundo Tedros.
No entanto, a resposta de saúde pública enfrenta obstáculos importantes, como a desconfiança da população e episódios de violência.
Recentemente, um centro de tratamento de ebola na província de Ituri foi atacado, causando a morte de duas pessoas. De acordo com Tedros, esses incidentes colocam em risco tanto os pacientes quanto os profissionais da saúde e dificultam o controle da doença.

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