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Eduardo Bolsonaro: direita critica decisão do STF, governistas comemoram resultado

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A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) gerou diversas reações entre os apoiadores de Bolsonaro. Nesta terça-feira, a Primeira Turma da Corte decidiu por unanimidade que o ex-parlamentar pressionou juízes e buscou sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.

O STF aplicou pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto para Eduardo Bolsonaro, além de multa equivalente a 100 salários-mínimos. A decisão também determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado por um período de oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado e filho do ex-presidente, ironizou a sentença pouco após sua divulgação, criticando a oposição e mencionando o silêncio de parte da direita.

Por outro lado, o deputado estadual Gil Diniz (PL), aliado próximo de Eduardo Bolsonaro em São Paulo, afirmou que existem falhas graves no processo contra o ex-deputado. Segundo ele, as manifestações políticas feitas por Eduardo são protegidas pela liberdade de expressão prevista na Constituição.

Gil Diniz também alegou que o procedimento legal foi desrespeitado, pois Eduardo Bolsonaro, atualmente residente nos Estados Unidos, foi citado sem que fossem observados os procedimentos internacionais legais, como o envio de carta rogatória para notificações no exterior.

Para o deputado, essas irregularidades deveriam anular todo o processo, e destacou que em uma verdadeira democracia o respeito às leis e aos ritos internacionais deveria prevalecer, evitando julgamentos baseados em opiniões políticas.

Reação governista

Os apoiadores do governo comemoraram a decisão do STF, ressaltando que a condenação deixou Eduardo Bolsonaro em situação política semelhante à do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também está inelegível.

Marcelo Freixo (PT), pré-candidato a deputado federal, afirmou que Eduardo teria pedido ao governo americano para prejudicar a economia do Brasil com o intuito de beneficiar seu pai. Ele destacou que, agora, Eduardo Bolsonaro está, assim como o ex-presidente, condenado pela Justiça brasileira.

Nas redes sociais, Freixo declarou: “Se retornar ao Brasil, será preso”. Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado.

Erika Hilton (PSOL-SP), deputada federal, ressaltou que a decisão representa mais uma conquista da soberania nacional frente aos que ameaçam a democracia.

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