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Eleição no Peru ainda sem vencedor com 80% das urnas contadas

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O resultado do segundo turno da eleição presidencial no Peru ainda não está definido, com a candidata de direita Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez em um empate técnico, após a apuração de 82% das urnas.

Fujimori lidera por apenas três pontos percentuais, insuficiente para garantir uma vitória definitiva. Amostras de apuração rápida indicam que Sánchez tem ligeira vantagem.

Milhares de apoiadores de ambos os candidatos se reuniram na capital Lima para comemorar os primeiros resultados. Keiko Fujimori pediu paciência aos seus seguidores, ressaltando que ainda é uma disputa aberta. Por sua vez, Roberto Sánchez também chamou atenção para o empate e pediu que a apuração siga com transparência.

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente autoritário Alberto Fujimori (1990-2000), tenta pela quarta vez chegar à presidência. No segundo turno, ela disputa contra Roberto Sánchez, sucessor político do ex-presidente Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa frustrada de golpe em 2022.

Os eleitores esperam que essa eleição traga estabilidade política e o fim da violência que afeta o país, que já teve oito presidentes nos últimos anos.

Ambos os candidatos celebram e apostam no futuro

Keiko Fujimori destaca o legado econômico e de segurança de seu pai, apesar das controvérsias por crimes contra os direitos humanos. Seus apoiadores acreditam que ela fará um governo eficaz e tentará melhorar a imagem da família.

Roberto Sánchez, ex-ministro e congressista, defende a continuidade das ideias de Pedro Castillo, prometendo mudar políticas e combater a corrupção. Ele mantém sua base no campo e se apresenta como oposição ao modelo atual.

A votação contou com cerca de 27 milhões de eleitores e ocorreu sem maiores problemas, diferente das tensões vistas no primeiro turno.

Desafios e tensões políticas

Keiko Fujimori prometeu crescimento econômico e alertou contra o comunismo, enquanto Roberto Sánchez busca um diálogo mais moderado e uma relação equilibrada com países como os Estados Unidos.

Há acusações mútuas de corrupção e ligações controversas, e um juiz enviou Roberto Sánchez a julgamento por supostas irregularidades financeiras, o que poderá dificultar seu governo caso eleito, especialmente sem maioria no Congresso.

Segundo especialistas, quem vencer deverá formar alianças para governar, já que o país está dividido.

Questões de segurança e economia

O combate à criminalidade é uma das principais demandas dos peruanos. A violência e a presença de grupos criminosos preocupam a população.

Keiko Fujimori propõe uma linha dura com maior militarização e controle sobre imigrantes, em uma estratégia similar à usada por seu pai na década de 1990.

Roberto Sánchez defende o combate à corrupção nas forças policiais e na justiça, denunciando conivência da elite política com crimes.

Enquanto a base de Sánchez está nas áreas rurais, onde a insegurança é menor, Fujimori conta com apoio sobretudo na capital Lima, que registra alta na violência.

Economicamente, o Peru mantém estabilidade, com crescimento do PIB estimado em 3,4%. Contudo, a informalidade é alta, com sete em cada dez trabalhadores fora do setor formal.

Fujimori defende propostas neoliberais, valorização da propriedade privada e atração de investimentos estrangeiros. Já Sánchez promete aumento de salários e mantém compromisso com a abertura econômica e autonomia do banco central.

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