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Erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala termina após evacuação

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A erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, que causou a retirada de mais de 1.700 moradores das áreas próximas, terminou nesta quarta-feira (5), conforme comunicado por especialistas e autoridades locais.

O vulcão, o mais ativo da América Central e situado a cerca de 35 km da capital, iniciou sua atividade eruptiva na madrugada de segunda-feira, com aumento significativo durante a noite, liberando lava, gases e cinzas em grande quantidade.

De acordo com o Instituto Nacional de Vulcanologia, que divulgou o relatório mais recente, a atividade eruptiva cessou após aproximadamente 50 horas desde seu início.

No entanto, a instituição alertou que riscos permanecem, incluindo deslizamentos de materiais vulcânicos na montanha e dispersão de cinzas, recomendando cuidados especialmente para o tráfego aéreo.

A Claudinne Ogaldes, diretora da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres, declarou que, com a evidente redução da atividade, o retorno dos residentes às suas casas foi considerado seguro.

Algumas famílias já haviam retornado voluntariamente antes do comunicado oficial, conforme relatado pela Defesa Civil.

Em Escuintla, para onde muitos afetados foram relocados, um jornalista da AFP observou pequenas emissões de gases e cinzas.

Embora tenha sido decretado alerta máximo em três regiões próximas ao vulcão, não foram registradas vítimas nem danos estruturais.

Com 3.763 metros de altitude, o Vulcão de Fogo é um dos três vulcões ativos na Guatemala, ao lado do Pacaya e do Santiaguito.

Vida junto ao vulcão

Moradores da região encaram os eventos naturais com certa normalidade, embora alguns demonstrem receio após o desastre ocorrido em 3 de junho de 2018, quando uma avalanche provocada por uma erupção causou 215 mortes e desaparecimentos.

Segundo Bernabé Marroquín, agricultor de 61 anos, que trabalha nas encostas orientais do vulcão no município de San Juan Alotenango: “Vivemos com o vulcão, sabemos quando ele está ativo ou calmo”. Ele afirma ser grato por sua casa nunca ter sido atingida.

Por sua vez, Isabel Pérez, de 69 anos, residente do povoado El Porvenir e que esteve em abrigos temporários em Alotenango, manifestou seu medo e solicitou às autoridades apoio para a relocação segura da família, questionando: “Quando estaremos seguros? Dá medo”.

As erupções mais recentes ocorreram em fevereiro e junho de 2025, o que resultou na retirada de aproximadamente 800 pessoas.

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