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EUA não vão apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil
O governo do Donald Trump nos Estados Unidos não planeja reconhecer o senador Flávio Bolsonaro, do PL, como representante ou líder do Brasil, conforme informações da Reuters. A decisão teria sido tomada depois que o senador chegou ao país na última quarta-feira.
Fontes consultadas pela agência afirmam que, embora o governo tenha auxiliado na entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, ele não pretende apoiar sua declaração de liderança.
Após a derrota nas eleições para Lula, Flávio Bolsonaro escreveu uma carta na qual se intitulava “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, antes de mudar a definição para “líder do Brasil”.
A reportagem destaca que o governo americano pode eventualmente reconsiderar sua posição, mas, no momento, evita gerar tensões nas relações bilaterais. O senador pretende visitar Washington, a capital dos Estados Unidos, na próxima semana.
Depois de fugir do Brasil, o parlamentar chegou a Miami com o intuito de iniciar diálogo direto com autoridades americanas.
Em uma transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro explicou que abandonou o país para escapar de possíveis ações judiciais.
Logo após as eleições, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou o bloqueio dos passaportes do senador.
Falando sobre seus planos políticos, Flávio Bolsonaro afirmou que deseja concorrer novamente à presidência do Brasil e indicou que isso poderia acontecer antes de 2030.
O senador vinculou essa possibilidade a uma eventual crise econômica, que, em sua visão, poderia antecipar o fim do mandato de Lula, embora não tenha detalhado as circunstâncias para uma nova eleição presidencial.
— Esteja preparado para qualquer cenário, incluindo a possibilidade de disputar a presidência de novo, e não estou falando do ano 2030, mas antes disso — declarou.

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