Conecte Conosco

Economia

FGV: Confiança no setor de serviços cresce 2,1 pontos em junho e alcança 90,8

Publicado

em

O Índice de Confiança do Setor de Serviços (ICS) do FGV IBRE registrou um crescimento de 2,1 pontos em junho, atingindo 90,8 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2026 (90,9 pontos). Esse aumento marca a segunda alta consecutiva no mês de junho. Na média móvel trimestral, o índice apresenta uma tendência de alta, subindo 0,8 ponto para 89,1 pontos.

O avanço do ICS foi impulsionado pelo desempenho positivo dos seus dois componentes principais. O Índice de Situação Atual (ISA-S) cresceu 0,9 ponto, chegando a 92,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) teve um salto de 3,3 pontos, atingindo 89,1 pontos – a maior alta desde janeiro de 2026, quando subiu 4,2 pontos.

A melhora nas expectativas para os próximos meses foi o principal fator para essa alta, acompanhada por uma percepção mais positiva em relação à situação atual.

Segundo o economista do IBRE, Stéfano Pacini, “Parte dessa melhora pode ser atribuída à redução da incerteza externa, com a diminuição dos conflitos no Oriente Médio e a estabilização nos preços do petróleo, o que afastou o pessimismo que dominava as previsões nos meses anteriores. No entanto, a manutenção dos juros em níveis elevados e o alto endividamento das famílias continuam a ser desafios, levando a uma postura cautelosa em relação à sustentação da confiança ao longo do segundo semestre.”

Os dois indicadores do ISA-S mostraram tendências diferentes: o volume da demanda atual subiu 1,6 ponto, para 94,3 pontos, enquanto a situação atual dos negócios permaneceu estável, com leve alta de 0,2 ponto, totalizando 90,8 pontos. Já no IE-S, a previsão de demanda para os próximos três meses aumentou 4,6 pontos, alcançando 90,0 pontos, enquanto a expectativa para a evolução dos negócios nos próximos seis meses avançou 2,1 pontos, chegando a 88,4 pontos.

No balanço trimestral, a confiança no setor de serviços caiu 0,7 ponto no segundo trimestre de 2026, com recuos observados na maioria dos segmentos principais. Esse resultado contrasta com o primeiro trimestre, quando todos os segmentos mostraram desempenho positivo. Conforme Pacini, “Apesar da recuperação na margem, o panorama trimestral indica que o setor ainda não recuperou as perdas sofridas ao longo do segundo trimestre, sugerindo uma recuperação lenta.”

O andamento dos Serviços Prestados às Famílias exemplifica essa análise: embora tenha se destacado positivamente em junho, foi também o segmento que mais perdeu confiança no trimestre, indicando que parte da recente alta pode refletir uma reação compensatória.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados