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Polícia investiga denúncia de abuso a jovem internado por estupro coletivo em Copacabana

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O delegado Felipe Santoro, da 37ª Delegacia, situada na Ilha do Governador, confirmou que a Polícia Civil está apurando uma queixa feita pelo adolescente detido pelo estupro coletivo de uma jovem em Copacabana sobre maus-tratos e humilhações supostamente cometidos por um professor de uma escola vinculada ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

A investigação aponta que, em março, o jovem afirmou que um professor teria exposto detalhes do caso de estupro pelo qual ele foi detido, durante uma aula. Em abril, uma decisão judicial da Vara da Infância e da Juventude determinou sua internação no sistema socioeducativo do estado do Rio de Janeiro.

Informações iniciais indicam que a direção do Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco (Cense Dom Bosco), também na Ilha do Governador, ouviu outros internos que corroboraram a denúncia. Após esse episódio, o jovem passou a receber vigilância e acompanhamento mais rigorosos dentro da instituição. Até o momento desta publicação, o Degase não se pronunciou sobre o ocorrido.

Internação do menor

A internação do adolescente foi imposta pela Justiça do Rio de Janeiro. O magistrado destacou que ele teve papel fundamental ao atrair a vítima para uma armadilha e deu especial importância ao testemunho da jovem de 17 anos.

Na sentença, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, ressaltou que, em delitos sexuais, o depoimento da vítima tem grande valor e foi determinante para a responsabilização do acusado.

Ao justificar a medida, a juíza concluiu que o adolescente foi quem convidou a vítima — com quem havia tido um relacionamento anterior — para o apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, onde ocorreram as agressões na noite de 31 de janeiro, enfatizando que a ação foi planejada como uma emboscada.

Foi estabelecida uma medida socioeducativa de internação sem autorização para atividades fora da unidade por um período inicial de seis meses. A juíza frisou a gravidade do crime e o nível de violência empregado, além de mencionar a falta de limites adequados pela família do adolescente. Exames periciais apontaram múltiplas lesões no corpo da jovem, incluindo hematomas, escoriações e sangramento genital.

Detalhes do crime

De acordo com o inquérito, a jovem foi convidada para o apartamento pelo adolescente de 17 anos, com quem mantinha relacionamento anterior, e foi sozinha. No elevador, ele sugeriu que fariam algo diferente. Ao chegar, percebeu a presença de outros adolescentes.

A vítima relatou que, após se isolar com o adolescente em um quarto, os demais começaram a invadir o local — inicialmente observando e comentando, passando depois a toques sem consentimento. Apesar dos protestos, os quatro maiores de idade retornaram e, conforme o depoimento, cerca de uma hora de violência sexual e agressões físicas continuaram.

Ela afirmou ter sido puxada pelos cabelos, agredida com tapas, chutes e socos, e impedida de sair ao tentar deixar o local. A violência prosseguiu mesmo após seu pedido para que parassem. Por volta das 20h25, ao sair do prédio, enviou um áudio ao irmão expressando que acreditava ter sido violentada. Em casa, contou o ocorrido à avó, que a acompanhou até a delegacia ainda naquela noite.

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