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Flávio agradece apoio para fugir para os EUA

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Após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro, candidato derrotado na eleição presidencial, emitiu uma carta agradecendo ao presidente argentino Javier Milei e ao ex-presidente americano Donald Trump pelo suporte na sua saída do país.

Numa versão inicial da carta, o senador se auto intitulava como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Contudo, cerca de trinta minutos depois, a expressão foi alterada para “líder do Brasil”.

No documento, Flávio Bolsonaro alega, sem apresentar evidências, que a eleição presidencial foi fraudada após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de estender o prazo de votação até as 19h, atendendo pedido das campanhas do PL e PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, ocorrido no domingo (25). Lula conquistou 64 milhões de votos, enquanto Flávio recebeu pouco mais de 59 milhões. A extensão do horário de votação adicionou apenas 34.393 votos, com cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O senador reclamou que “uma decisão do STF, que ultrapassou a competência do TSE, estendeu o horário de votação no último momento, e a ordem chegou apenas após o encerramento das urnas”.

Estas alegações vão contra a apuração oficial e o reconhecimento da eleição pelo TSE, que também foi validada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e líderes internacionais. Parlamentares das duas casas do Congresso brasileiro confirmaram os resultados, e o PL reconheceu a vitória de Lula.

Flávio Bolsonaro criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que proibiu sua saída do país e determinou a apreensão de seus passaportes pessoais e diplomáticos. Essa ordem foi expedida após solicitação da Polícia Federal, um dia depois das eleições.

Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo: um sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas, em parceria com o advogado Willer Tomaz, e outro investigando o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de seu pai.

No comunicado à imprensa, divulgado por sua assessoria, Flávio declarou que vai liderar a oposição a partir dos EUA e que assumirá riscos que parlamentares do PL não poderão enfrentar.

“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês não podem dizer aí, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra “Brazil” escrita com “z”, em vez do correto “Brasil”. Também constava a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que não é usado desde 1967.

Reação Democrata nos EUA

Na manhã do dia 28, o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto a Flávio Bolsonaro. Em suas redes sociais, o comitê, afiliado ao partido Democrata, comparou a atual política migratória dos EUA, que nega asilo a pessoas fugindo de conflitos no Sudão ou no Haiti, com o tratamento favorável dispensado a Flávio e sua família.

“Enquanto pessoas que fogem de guerras e crises não recebem asilo, o secretário de Estado Marco Rubio estende as boas-vindas a Bolsonaro”, destacou o comitê em seu perfil no X.

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