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Flávio pede aos EUA que não aumentem tarifas sobre o Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta terça-feira (2) que enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, solicitando que o país desista de aplicar novas tarifas ao Brasil.

“A imposição de tarifas adicionais causaria grandes prejuízos ao povo brasileiro — as mesmas pessoas que veem os Estados Unidos como aliados e amigos. Por isso, reitero formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os EUA não estabeleçam tarifas contra o Brasil”, escreveu o senador no documento.

Flávio também expressou preocupação com a situação econômica do Brasil, destacando que o país enfrenta uma séria crise fiscal e financeira, com uma parcela significativa da população endividada.

Na segunda-feira, o governo norte-americano anunciou a decisão de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, como resultado de uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas. Entre as alegações, destacam-se supostos benefícios fiscais concedidos ao Pix, prejudicando empresas dos EUA.

Flávio Bolsonaro agradeceu ainda a decisão dos Estados Unidos de classificar os grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Na semana passada, Flávio encontrou-se com Rubio em Washington.

Acusações sobre influência nas tarifas

O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investigue o senador Flávio Bolsonaro por possível atuação nos Estados Unidos para favorecer a imposição das tarifas contra o Brasil.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Flávio Bolsonaro e sua família em relação à proposta do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre as tarifas. Lula os chamou de “traidores” e criticou a postura do senador ao tentar negar seu envolvimento no apoio à taxação, lembrando manifestações públicas feitas pela família após o anúncio das medidas.

O presidente mencionou ainda declarações de outros filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que teria elogiado o presidente dos EUA e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

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