Brasil
Ibovespa sobe pelo 2º dia consecutivo com ajuda do mercado internacional e queda no petróleo
O Ibovespa conseguiu registrar ganhos pelo segundo dia seguido, algo que não acontecia desde o início de abril, quando o índice alcançou 11 dias consecutivos de alta, levando-o a níveis próximos dos 200 mil pontos. Nesta quarta-feira, 6, o índice oscilou entre 186.762,11 e 188.674,36 pontos, fechando aos 187.690,86 pontos, com alta de 0,50% e um volume financeiro de R$ 29,2 bilhões. No acumulado da semana e mês, o índice está positivo em 0,20%, e no ano, acumula alta de 16,49%.
A maioria das ações da B3 operou em alta, exceto Petrobras (ON -3,77%, PN -2,86%) e Itaú (-1,60%). Este último divulgou resultados financeiros robustos na terça-feira, porém conforme as expectativas. O Bradesco (ON +0,67%, PN +0,42%) tem previsão de apresentar seus resultados trimestrais após o fechamento do mercado.
Em Nova York, os índices principais fecharam acima de 1% de valorização, com destaque para o Nasdaq (+2,02%) e o S&P 500 (+1,46%), ambos alcançando recordes históricos. No Brasil, o dólar teve leve alta de 0,18%, encerrando o dia próximo a R$ 4,92. Já os rendimentos dos Treasuries e a curva do DI mostraram queda nesta quarta-feira.
Na B3, a recuperação expressiva da Vale ON, principal ação do índice, compensou perdas anteriores, com variação positiva de 3,62%. Entre os maiores ganhos do índice, destacaram-se a C&A (+7,06%), Cury (+6,89%) e CSN (+6,86%). Por outro lado, as ações da TIM (-7,88%) e Prio (-4,26%) lideraram as quedas, assim como as ações da Petrobras. Os contratos futuros do petróleo Brent e WTI caíram cerca de 7% em Londres e Nova York.
De acordo com pesquisa da Bloomberg, a produção de petróleo da Opep atingiu em abril o nível mais baixo dos últimos 36 anos, caindo 420 mil barris por dia e totalizando 20,55 milhões diários. Questões como a guerra no Irã afetaram as exportações da região.
Em um episódio recente, o Exército dos Estados Unidos atirou contra um navio petroleiro iraniano no Golfo de Omã, informou o Comando Central dos EUA. O ataque ocorreu quando a embarcação tentava romper o bloqueio norte-americano. O presidente Donald Trump pressiona o Irã por um acordo que encerre o conflito.
A queda nos preços do petróleo refletiu um otimismo crescente frente à possibilidade de um acordo entre EUA e Irã, diminuindo temores sobre a interrupção no fornecimento global da commodity. Donald Trump declarou que o Irã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares e destacou conversas positivas nas últimas 24 horas. O secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, anunciou que o país garantirá o livre trânsito pelo Estreito de Ormuz com ou sem acordo. O Irã também sinalizou que essa passagem está aberta para trânsito seguro.
Rodrigo Moliterno, diretor de renda variável da Veedha Investimentos, comentou que a possível reabertura do Estreito de Ormuz despertou maior interesse por ativos de risco no mercado internacional, refletindo também em quedas significativas nos preços do petróleo. Isso fortaleceu especialmente ações ligadas ao setor de juros, como construção e varejo.
Luise Coutinho, líder de produtos e alocação da HCI Advisors, destacou que as bolsas mundiais responderam positivamente, e no Brasil essa tendência também foi observada, incentivada pela temporada ativa de divulgação de resultados corporativos. Bancos e mineradoras ajudaram a sustentar o índice, com entrada de investimentos estrangeiros impulsionando a alta do Ibovespa.
Além disso, a temporada de balanços no mercado internacional continuou forte, com o S&P 500 e o Nasdaq atingindo máximas históricas impulsionadas principalmente pelos bons resultados das companhias do setor tecnológico.

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