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Temer lamenta rejeição de Messias ao STF pelo Senado

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) expressou nesta quarta-feira (6) sua tristeza pela recusa da nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal. Para Temer, mesmo com a atuação legítima dos senadores, o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria a qualificação necessária para a posição.

Na quarta-feira passada (29), o Senado avaliou o nome de Messias, que foi rejeitado por 42 votos contra e 34 favoráveis. A aprovação exigia ao menos 41 votos de um total de 81 parlamentares. Com a rejeição, a nomeação foi encerrada.

“É claro que a decisão não favoreceu o governo, mas conheço o Jorge Messias de longa data, desde que eu era vice-presidente da República. Sei que ele é um jurista extremamente competente, sem dúvidas”, comentou Temer antes de participar da cerimônia dos 200 anos da Câmara dos Deputados.

Ele acrescentou que o clima político no país frequentemente resulta em situações assim e reconheceu o papel do Senado nessa decisão, mas lamentou o fato pelo indicado. Temer ressaltou a harmonia entre os poderes e a importância da representatividade popular na democracia brasileira.

“A representação popular é o que deve prevalecer. A forma mais significativa dessa representação está na Câmara dos Deputados. Assim, a manifestação da vontade do povo acontece principalmente através do Poder Legislativo”, afirmou. “Sem o Legislativo, não há execução nem jurisdição. Por isso, é vital lembrar esses 200 anos de fortalecimento da democracia”, concluiu.

Rejeição de Jorge Messias

Messias foi o primeiro indicado ao Supremo rejeitado pelo Senado em 132 anos. Sua nomeação foi oficializada em abril, mais de quatro meses depois do anúncio feito em novembro de 2025 pelo presidente Lula.

O advogado-geral da União enfrentou resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), descontente com a decisão de Lula de não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o STF. Após a derrota na votação, Messias manifestou desapontamento.

“Passei por cinco meses de ataques que tentaram destruir minha imagem. Muitas mentiras foram espalhadas, e nós sabemos quem estava por trás disso”, declarou, sem mencionar diretamente Alcolumbre.

Recentemente, em 4 de junho, Messias retornou às atividades na Advocacia-Geral da União (AGU). Ele se afastou entre os dias 8 e 30 de abril para se preparar para a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado referente à sua indicação ao STF.

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