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Israel lidera vítimas por armas explosivas em 2025, aponta ONG
Mais da metade das mortes causadas por armas explosivas em 2025 são atribuídas ao Exército israelense, que realiza, entre outras ações, uma ofensiva na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, conforme relatório anual do Observatório de Armas Explosivas recebido pela AFP nesta quinta-feira (11).
Ao menos 22.600 civis foram mortos ou ficaram feridos por armas explosivas em 65 países ao longo de 2025, segundo dados da organização, que reúne diversas ONGs dedicadas a documentar os danos causados por bombardeios, ataques com drones, minas terrestres e bombas de fragmentação em áreas urbanas e povoadas.
O Observatório ressalta que 56% do total de mortes registradas globalmente são atribuídas às forças armadas israelenses.
As tropas israelenses realizam operações militares principalmente na Faixa de Gaza, em retaliação ao ataque do grupo islamista palestino Hamas em solo israelense em 7 de outubro de 2023.
Embora um cessar-fogo tenha sido estabelecido em 10 de outubro de 2025, a região palestina permanece marcada pela violência, com ataques quase diários das forças israelenses.
Além disso, países como Ucrânia, Mianmar, Síria e Sudão também enfrentam altos custos para suas populações civis, já que as forças armadas desses países são responsáveis por 85% dos incidentes que causam prejuízos à população civil.
O emprego de armas explosivas em áreas densamente habitadas não só resulta em mortes, mas também destrói gradualmente o acesso da população civil a serviços essenciais para sua sobrevivência.
Escolas, hospitais, rotas de auxílio, sistemas de abastecimento de água e mercados alimentares são severamente danificados com frequência crescente, alertou a diretora de proteção da Handicap International, organização integrante da rede.


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