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Israel reconhece genocídio armênio apesar da rejeição turca
O governo de Israel tomou uma decisão histórica no último domingo (28) ao aprovar, por unanimidade, o reconhecimento do genocídio armênio, conforme divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores. Essa medida ocorre em meio a um aumento das tensões com a Turquia, que rejeita esse termo para descrever os eventos.
Gideon Saar, ministro que apresentou a proposta, declarou que “nunca é tarde para fazer o que é certo, é uma obrigação moral e histórica”.
Esta iniciativa ainda precisa ser ratificada pelo Parlamento. Tradicionalmente, os governos israelenses anteriores evitaram reconhecer oficialmente o genocídio armênio, principalmente para manter laços estratégicos com a Turquia, considerada um parceiro importante na região.
Por sua vez, a Turquia nega veementemente o uso do termo genocídio para os massacres sofridos pelos armênios durante o domínio otomano na Primeira Guerra Mundial, e frequentemente acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
Apesar dessa controvérsia, diversos países e seus parlamentos, como os Estados Unidos, França e Alemanha, já reconheceram esses eventos como genocídio. Estima-se que entre 600 mil e 1,5 milhão de armênios tenham sido mortos.

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