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Jairinho nega agressões e afirma que brincava de ‘dar banda’ com Henry

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Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, durante seu interrogatório, negou veementemente ter participado da morte do menino e afirmou que as acusações contra ele foram baseadas em uma história falsa.

Em uma tentativa de esclarecer o relato atribuído à criança, Jairinho admitiu pela primeira vez que costumava brincar de “dar banda” com Henry em outras ocasiões. Para ele, a expressão não significava uma queda ou uma rasteira intencional, mas sim uma brincadeira familiar de Monique Medeiros.

De acordo com Jairinho, a brincadeira acontecia na presença de outras pessoas e não tinha a intenção de provocar quedas ou machucar Henry. Ele sustentou que o depoimento atribuído a Henry foi mal interpretado durante a investigação.

“Não é uma rasteira para a criança cair no chão. O pai da Monique, a mãe, a cunhada, todos viram eu brincando assim com ele. Ele até me batia na bunda por causa da sua altura e corria. Um dia, ele reclamou com a Monique, mas todo mundo via, não era algo escondido”, explicou.

Jairinho também questionou os depoimentos da babá Tainá Ferreira, uma das principais testemunhas no caso. Sobre um episódio em 12 de fevereiro de 2021, em que Henry teria contado à mãe que o “tio” havia lhe dado uma “banda”, Jairinho negou ter agredido o menino, afirmando que ficou sozinho com ele apenas por poucos minutos para buscar um documento no quarto e que nesse instante teria ligado para Monique.

“Nem cheguei a encostar nele”, declarou.

Em um momento emotivo do depoimento, Jairinho chorou ao falar sobre Henry Borel, negou as agressões e disse que seu maior desejo é que o menino estivesse vivo.

“O que eu mais queria no mundo era que Henry estivesse aqui agora. Eu não fiz isso com Henry. Minha vida e minha família estão destruídas por causa de uma história inventada”, afirmou.

Ele contestou a versão de que Henry era vítima de maus-tratos e questionou por que o depoimento da ex-babá Tayná teria mais valor que o relato de parentes e profissionais que conviveram com a criança.

“Será que só o que a babá fala conta para medir o sofrimento do Henry? E a psicóloga, os parentes? Se olharmos a foto dele, um menino de cinco anos que estava conosco e de repente não está mais”, disse, às lágrimas.

Jairinho também disse não acreditar que Monique tenha forçado Tainá a apagar mensagens relacionadas ao caso e continuou a duvidar da credibilidade da ex-babá, destacando inconsistências nos depoimentos dela.

“Henry era uma criança querida e muito amada. Sempre estava sendo cuidado. Monique cuidava dele como um bebê. Nos finais de semana ele ficava com o pai. A dona Rosângela dormia em nossa casa. E mesmo assim, acreditam na Tainá, que mudou seu depoimento quatro vezes”, declarou.

Ao recordar os planos que tinha para o futuro da família, o ex-vereador comentou que pretendia comprar um terreno para construir uma casa onde gostaria de morar com Monique Medeiros e Henry.

Conforme Jairinho, a intenção era criar um lar com um quarto reservado especialmente para o menino.

“Planejávamos ter um quarto para ele lá. Infelizmente, não foi possível”, disse emocionado.

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