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Julgamento de Maduro nos EUA marcado para junho de 2027
A data para o início do julgamento do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro por tráfico de drogas foi definida para o dia 1º de junho de 2027, em Nova York, conforme informado durante uma audiência preliminar realizada recentemente.
Maduro, que foi capturado em Caracas e está preso num presídio em Brooklyn desde 3 de janeiro, enfrenta quatro acusações relacionadas a narcotráfico e tráfico de armas.
Sua esposa, Cilia Flores, também está envolvida no processo, enfrentando três acusações. Ambos negam todas as acusações que lhes foram impostas.
O pedido para marcar o julgamento nesta data foi feito em conjunto pelas partes envolvidas em uma carta enviada ao juiz responsável, Alvin Hellerstein, pelo promotor Jay Clayton.
Este caso avançou após o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, permitir que a Venezuela financie os honorários advocatícios do casal, decisão que inicialmente foi barrada devido às sanções contra o país.
Maduro e sua esposa tentaram anular as acusações sob a justificativa de que a restrição financeira violava seu direito constitucional americano de escolher livremente sua defesa.
Quando foi detido e apresentou-se em Nova York, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra”.
As acusações contra ele incluem conspiração para praticar narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para posse dessas armas.
Além desse processo criminal, famílias de cinco jovens que foram mortos na Venezuela entraram com um processo civil acusando Maduro de ordenar as execuções como parte de um esquema de violência estatal.
Após a saída de Maduro, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina, governando sob intensa pressão dos Estados Unidos, que afirmam estar no controle do país produtor de petróleo.

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