Brasil
Justiça bloqueia coordenador da Secom de Lula de postar sobre eleições
A Justiça Eleitoral determinou que Georges Marques, servidor da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, não poderá fazer publicações com conteúdo político-eleitoral em suas redes sociais até o término do segundo turno das eleições.
Na decisão, o juiz Mário Jorge Panno de Mattos, da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, encontrou indícios de que o coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom compartilhou publicações que associam erroneamente o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um suposto projeto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Flávio chegou a solicitar a prisão preventiva de Georges Marques, porém o juiz rejeitou o pedido após parecer contrário do Ministério Público Eleitoral, que também detectou possíveis irregularidades. Conforme o juiz, Georges Marques continuou a divulgar a informação falsa mesmo depois de correções feitas.
O Estadão tentou contato com a Secom para comentar a decisão, e o espaço permanece aberto.
A origem da notícia falsa ocorreu nas redes sociais, impulsionada por perfis vinculados ao PT, e ganhou força com o apoio de militantes e políticos.
No dia 25, Georges Marques republicou uma mensagem que incentivava o compartilhamento da informação incorreta, mesmo depois de ter sido desmentida. Ele escreveu: “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto seguir. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos prejudicaram. Continuem transmitindo que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”. Esta mensagem foi apagada posteriormente por ele.
Ao ser questionado pelo site Poder360, Georges Marques afirmou não lembrar dessa republicação e disse que, se ocorreu, foi um engano.
Ele declarou: “Não me recordo de ter retuitado esse tuíte. Retuitei outras coisas logo após e, se esse entrou no meio, foi por acidente. Não apoio essa ideia e essa afirmação não expressa minha opinião. Caso tenha sido compartilhado, foi um erro involuntário.”
Em nota publicada no sábado, dia 26, a Secom considerou a ação como arbitrária, alegando que as manifestações de Georges Marques foram feitas em caráter exclusivamente pessoal. A Secretaria também alegou que a decisão representa censura e prejudica a liberdade de expressão.


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