Brasil
PF acusa fundador da Reag e 12 pessoas por fraude e lavagem no setor de combustíveis
A Polícia Federal apresentou acusações contra o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, e outras 12 pessoas por envolvimento em crimes financeiros relacionados a um esquema de evasão fiscal em postos de combustíveis ligados ao empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e à facção criminosa PCC. Até o momento, a defesa de Mansur não se pronunciou.
Mansur é acusado dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Também foram acusados os gestores de outras firmas do mercado financeiro suspeitas, como a Trustee Distribuidora e a BK Instituição de Pagamento.
De acordo com o relatório da PF, recursos ilegais provenientes de evasão fiscal e outros crimes no setor de combustíveis, relacionados ao grupo econômico formado pela Aster Petróleo Ltda. e Copape Produtos de Petróleo Ltda., foram inseridos no Sistema Financeiro Nacional através de uma instituição de pagamento que gerenciava contas sem identificação clara dos titulares. Estes recursos foram então integrados em fundos de investimento encadeados em várias camadas, administrados por três distribuidoras de títulos e valores mobiliários.
João Carlos Mansur recentemente firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), entregando documentos ligados aos fundos e outras operações financeiras suspeitas. Ele também é investigado por suspeita de realizar crimes financeiros para Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O acordo foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, mas ainda não foi homologado devido a dúvidas e desdobramentos recentes no STF acerca dos processos vinculados à Operação Compliance Zero. Por isso, o acordo ainda não tem valor jurídico como prova.


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