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Kast quer limitar saúde pública para presos por crime grave
O presidente de direita José Antonio Kast apresentou nesta segunda-feira (17) ao Congresso Chileno uma proposta de reforma constitucional que visa restringir o acesso à saúde pública para pessoas condenadas por crimes graves, como organização criminosa e terrorismo, como parte de sua estratégia contra a violência.
Embora o Chile seja considerado um dos países mais seguros da América Latina, nas últimas décadas houve um aumento nos casos de homicídios e sequestros, agravado pela presença de grupos criminosos estrangeiros como o ‘Tren de Aragua’ da Venezuela.
Preocupado com a insegurança, Kast assumiu a presidência com a promessa de endurecer as políticas contra o crime.
A proposta determina que, durante a pena e por até 15 anos após seu cumprimento, os condenados ficarão impedidos de acessar certos benefícios públicos, incluindo serviços de saúde, educação e aposentadoria.
Essa iniciativa enfrentou críticas até mesmo dentro do governo, que inicialmente considerou a ideia de cortar completamente o acesso à saúde pública para esses detentos.
May Chomalí, ministra da Saúde, comentou à CNN Chile que o projeto poderia entrar em conflito com outras leis vigentes.
Na versão final do projeto, as restrições foram suavizadas e será o Parlamento que definirá em detalhes essas limitações específicas.
Apesar de contar com maioria nas duas casas legislativas, a proposta tem um caminho complicado no Congresso, pois reformas constitucionais no Chile precisam de uma votação qualificada, exigindo apoio também da oposição.


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