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Keiko age para evitar desastre do El Niño no Peru
Keiko Fujimori, presidente eleita do Peru, anunciou nesta quinta-feira (9) que está tomando providências para prevenir e auxiliar diante da possível catástrofe causada pelo fenômeno climático El Niño no país.
Keiko, que assumirá o cargo no final deste mês, afirmou que seu governo está elaborando estratégias para combater enchentes e apoiar segmentos econômicos vulneráveis, como a pesca e a agricultura.
O El Niño, que ocorre geralmente a cada dois a sete anos, eleva a temperatura da água no centro e leste do Pacífico equatorial, afetando globalmente os padrões de vento, pressão e chuva. A Organização Meteorológica Mundial prevê para este ano um evento intenso até setembro.
Mesmo com expectativas econômicas favoráveis para o Peru, Keiko expressou preocupação com os possíveis danos causados pelo El Niño, tanto para a população quanto para os bens materiais e a agricultura.
A Prefeitura de Lima tem utilizado máquinas para limpeza e dragagem do rio Rímac há meses, com o intuito de prevenir enchentes. Os riscos são altos não só na costa norte, tradicionalmente chuvosa, mas também nas regiões serranas, que enfrentam frio e seca, destacou Keiko.
O foco do novo governo será o apoio aos pescadores artesanais, que já sentem os efeitos do aquecimento marítimo e da alteração na distribuição das espécies, como a anchova.
O Peru decretou estado de emergência em quase 800 municípios devido à ameaça de tempestades. Mais de 9,3 milhões de pessoas estão em elevado risco de inundações e deslizamentos relacionados ao El Niño, segundo o Centro Nacional de Estimativa, Prevenção e Redução do Risco de Desastres.
O episódio mais recente do El Niño no Peru ocorreu em 2023, quando enchentes e deslizamentos causaram 99 mortes. As ocorrências mais severas aconteceram entre 1997 e 1998, com 500 óbitos e queda de 6% no PIB, e entre 1982 e 1983, quando 9.000 vidas foram perdidas e o PIB recuou 11,6%.

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