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Líder da seita Moon pega 2 anos de prisão por corrupção
A Justiça da Coreia do Sul sentenciou nesta segunda-feira (31) a principal líder da Igreja da Unificação, conhecida popularmente como seita Moon, a cumprir dois anos de reclusão por envolvimento em corrupção.
Han Hak-ja, de 83 anos, foi acusada de oferecer produtos de luxo, incluindo uma bolsa de grife, para a esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol (mandato 2022-2025), Kim Keon Hee, numa tentativa de conseguir vantagens políticas. O caso gerou grande repercussão nacional.
Ao comparecer ao tribunal nesta segunda, Han estava em uma cadeira de rodas, trajando pijama e máscara cirúrgica cobrindo o rosto.
Um representante oficial da Igreja da Unificação confirmou à AFP a condenação a dois anos de prisão emitida por um tribunal em Seul.
Paralelamente, a ex-primeira-dama Kim Keon Hee foi sentenciada em segunda instância a quatro anos de prisão por crimes relacionados ao mesmo processo de manipulação e corrupção.
Fundada em 1954 pelo falecido Moon Sun-myung, a seita Moon possui milhões de seguidores globalmente e administra um vasto império econômico, sendo notória especialmente por seus casamentos coletivos.
Conhecida entre os fiéis como a “Verdadeira Mãe”, Han assumiu a liderança da igreja após o falecimento do marido em 2012. Desde sua detenção em 2025, ela tem alternado períodos entre prisão e tratamento hospitalar.

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