Economia
Lula afirma que pesquisa é vital para empresas de petróleo após nova descoberta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou nesta segunda-feira a importância da pesquisa para a sobrevivência das empresas petrolíferas, ao comentar a recente descoberta de petróleo na Margem Equatorial. Ele destacou que o poço achado pela Petrobras está localizado a mais de 500 quilômetros da Foz do Amazonas e a 175 quilômetros do litoral do Amapá.
O presidente relembrou a dúvida comum sobre a necessidade de derrubar árvores para extrair petróleo e explicou que, na verdade, a extração ocorre a uma grande distância da costa. Lula compartilhou sua experiência de viagem por helicóptero ao local da descoberta, confessando ter ido com certo receio e equipado com um colete pesado para a segurança.
Para ele, nenhuma companhia petrolífera pode prosperar sem investir em pesquisa, mesmo que isso envolva riscos e incertezas quanto ao retorno financeiro.
Ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), Lula visitou o navio-sonda da Petrobras responsável pela exploração na região. Recentemente, a estatal divulgou que encontrou indícios de petróleo e gás no poço perfurado.
Lula também criticou a venda de refinarias e fábricas de fertilizantes pela Petrobras, manifestando o desejo de que elas sejam readquiridas, questionando os benefícios dessas privatizações para o povo brasileiro.
Alcolumbre destacou a importância da soberania energética do país e afirmou que o Brasil deve ser o único a decidir sobre seu futuro energético, rejeitando qualquer tipo de influência externa. Ele expressou gratidão a Lula pela defesa da exploração na Margem Equatorial e pelo avanço do projeto.
Essa foi a primeira aparição pública conjunta de Lula e Alcolumbre após um período de afastamento, marcado pela recente indicação para o Supremo Tribunal Federal. Essa aproximação indica um novo momento de diálogo entre os líderes.
O petróleo foi localizado no poço Morpho, que fica a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração ainda está em andamento, e a Petrobras precisa avaliar o volume e a viabilidade comercial da extração.
A descoberta é significativa, pois a Margem Equatorial representa uma grande aposta para a empresa na busca por novas reservas. A região abrange desde o Amapá até o Rio Grande do Norte e tem atraído atenção após recentes achados em países vizinhos, como Guiana e Suriname.
A exploração nesta área é debatida desde há vários anos devido a preocupações ambientais. A Petrobras levou mais de uma década para obter autorização para perfurar na Bacia da Foz do Amazonas. A licença ambiental foi concedida em outubro do ano passado, após o cumprimento de rigorosas medidas de proteção e planos para resposta a acidentes.
A empresa enxerga a abertura de novas áreas como essencial para compensar uma eventual redução na produção das reservas do pré-sal, que atualmente concentram a maior parte do petróleo brasileiro.


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