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Lula apoia devolução de celulares roubados pela população

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira, 10, que irá autorizar o Ministério da Justiça e Segurança Pública a notificar cidadãos que estejam com celulares roubados para que devolvam os aparelhos ao governo.

Lula comentou que a maioria das pessoas em posse desses aparelhos são de baixa renda, o que o fez refletir sobre as possíveis consequências da medida. Ainda assim, decidiu seguir em frente e informou que vai se reunir com o ministro da Justiça, Wellington César, no mesmo dia.

A declaração foi feita durante a sessão plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDES), conhecido como Conselhão. Lula foi o último a se manifestar, ao final de uma sessão que aconteceu entre a manhã e o início da tarde.

O presidente contou que fez uma consulta simbólica aos membros do Conselhão para ajudá-lo a decidir, embora a decisão final seja dele.

Ele explicou: “Há cerca de dez dias, o ministro da Justiça apresentou um estudo para implementar um programa chamado Telefone Seguro. Existe um cadastro com informações de 2,5 milhões de celulares roubados, incluindo endereço e chassi, mas sem identificação dos ladrões.”

Lula acrescentou: “Minha intenção era informar que todos os 2,5 milhões de pessoas que possuem esses celulares precisam devolver, pois estão cometendo um ato ilegal, e podem ser penalizadas.”

O presidente ressaltou que, geralmente, consumidores de telefones roubados são pessoas de baixa renda, ao contrário dos mais ricos, que não costumam comprar aparelhos ilegais. “Essa preocupação social me inquietou, porém não posso deixar de agir, porque o programa Telefone Seguro vai garantir mais segurança para milhões de brasileiros, evitando furtos”.

Ele citou que convocou uma reunião com o ministro da Justiça para definir como será encaminhada a devolução desses aparelhos, que deverá ocorrer principalmente via Correios, pois muitas pessoas tem receio de ir até uma delegacia por medo da forma como serão tratadas pela polícia.

Após o encontro, alguns membros do Conselhão comentaram reservadamente que essa decisão pode causar descontentamento entre as pessoas de baixa renda. Na consulta feita por Lula, quase todos os presentes apoiaram a continuidade da ação.

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