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Lula quer penas maiores para feminicídio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 2, o aumento das penas para homens que cometem feminicídio.

Esse tipo de discurso, geralmente associado a políticos de direita, foi feito por Lula durante um evento no Rio Grande do Norte (RN). A declaração ocorre em um momento em que seu principal rival na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enfrenta críticas por parte do público feminino.

Lula mencionou o Pacto contra o Feminicídio, tema recorrente em seus discursos recentes.

Ele destacou o papel da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, na frente dessa iniciativa e afirmou a necessidade de ser rigoroso, ressaltando que todos os homens devem lembrar que existem porque nasceram de uma mulher.

“Estamos estabelecendo o Pacto contra o Feminicídio, e vamos endurecer as punições. Quem maltratar uma mulher deverá ser punido, com o uso de tornozeleira eletrônica, e, se a mulher desejar, não poderá ter contato com ela. Também queremos aumentar a pena para quem tira a vida de uma mulher. Não é aceitável que alguém tranca a mulher e o filho em casa e ateia fogo, ou agrida uma mulher repetidamente”, falou o presidente.

Na quarta-feira, 1º, Flávio Bolsonaro participou de um café da manhã com mulheres. Na semana anterior, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter se sentido humilhada por uma conversa com Flávio a respeito de divergências sobre alianças políticas no Ceará.

Lula esteve presente na inauguração de um túnel de transposição das águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. O presidente explicou que, devido à legislação eleitoral, não poderá mais inaugurar obras a partir do dia 4 de julho, mas seguirá visitando projetos no estado.

“Só posso inaugurar obras até o dia 4 de julho. Depois disso, não posso mais fazer inaugurações por causa das eleições, mas continuarei visitando obras, sem poder falar nada”, detalhou.

Ele também cobrou da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que o secretário de Saúde do estado divulgue o programa federal Brasil Sorridente, voltado para assistência odontológica.

“É urgente que o secretário de Saúde faça a propaganda do Brasil Sorridente, pois muita gente desconhece essa ajuda. Médicos costumam fazer mais publicidade para a própria profissão do que para dentistas”, comentou Lula.

Além disso, o presidente falou sobre a postura da elite em relação aos mais pobres e afirmou que essas pessoas são ignoradas, exceto durante as eleições, quando seus votos ganham importância.

Ele se identificou com esse grupo ao dizer: “Nós, que somos pobres, somos tratados como invisíveis, mas no dia da eleição nossa importância é reconhecida”.

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