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México inicia processos criminais por mortes de imigrantes nos EUA
O México informou nesta quinta-feira (9) que vai apresentar queixas criminais nos Estados Unidos referentes à morte de imigrantes mexicanos que estavam sob custódia ou envolvidos em ações de autoridades americanas.
Desde o retorno de Donald Trump à presidência em janeiro de 2025, 17 mexicanos morreram em centros de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) ou durante operações dessa agência.
O episódio mais recente envolve Lorenzo Salgado, de 52 anos, que foi morto a tiros por um agente do ICE enquanto estava dentro de sua van em Houston. Segundo a agência, Salgado teria usado seu veículo como arma para tentar atropelar um agente, que reagiu disparando em legítima defesa.
O México apresentou notas diplomáticas de protesto para cada uma dessas mortes. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, garantiu que as relações diplomáticas continuarão, acrescentando que haverá denúncia formal perante as procuradorias estaduais e a Procuradoria Federal dos EUA contra os responsáveis por homicídios e violações dos direitos humanos.
“Faremos tudo ao nosso alcance; o que não podemos é permanecer inertes”, afirmou.
Além disso, o México vai abrir “ações civis” contra as empresas que administram os centros de detenção do ICE e solicitará ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos a proteção dos mexicanos nessas instalações.
O Ministério das Relações Exteriores mexicano solicitou a colaboração da Procuradoria-Geral do país.
O governo também apoiou uma ação judicial nos EUA, apresentada por ONGs em janeiro, que questiona as condições de detenção. Agiu como “amicus curiae”, contribuindo com informações e argumentos ao processo, embora não seja parte direta nele.

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