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pai de henry: não existe justiça real mesmo com 50 anos de prisão

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Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, expressa sua profunda decepção com o sistema judicial ao afirmar que a palavra ‘justiça’ não cabe no caso do seu filho, mesmo que Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho) e Monique Medeiros sejam condenados a 50 anos de prisão. Cinco anos após a trágica morte do menino de 4 anos, o julgamento dos responsáveis recomeça no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

O julgamento enfrenta diversos atrasos causados por recursos e estratégias da defesa, o que tem levado Leniel a sentir um desgaste físico e emocional significativos. Ele alerta para a possibilidade de mais abandonos de plenário por parte dos advogados dos réus e exige uma punição rigorosa e exemplar para esse crime bárbaro contra uma criança.

O processo seguirá com a seleção dos jurados, o depoimento das testemunhas, o interrogatório dos réus, os debates orais e, por fim, a decisão do júri que poderá definir a pena, caso haja condenação.

Leniel enfatiza que Jairinho e Monique nunca buscaram justiça diretamente pelo Henry, mas sim tentar liberdade, usando recursos para atrasar o julgamento. Ele denuncia que o padrasto goza de privilégios no presídio Bangu 8, considerado confortável, e teme que a lentidão do processo possa beneficiar os réus, como já ocorreu com a mãe da criança ao ser liberada.

A defesa tem tentado desqualificar provas, mas Leniel destaca fatos importantes: os celulares dos réus foram apagados completamente nos dias que seguiram a morte de Henry, e as evidências médicas indicam que o menino foi vítima de violência extrema e teve uma morte agonizante que os acusados se recusam a explicar.

Quanto ao comportamento dos réus no tribunal, ele acredita que eles não confessarão, mantendo o silêncio, assim como em outros casos famosos no Brasil. A mãe, Monique Medeiros, se mostra omissa e isso a torna, na opinião de Leniel, tão culpada quanto o padrasto.

Ele reconhece que nenhuma punição trará Henry de volta, mas espera que a sentença sirva como um exemplo firme para evitar que outras crianças sofram com a violência. O pai ressalta que o Rio de Janeiro é um dos estados mais perigosos para crianças pequenas, e a dureza da pena é vital para proteger vidas futuras.

Sobre a influência política dos réus, Leniel destaca que Jairo era um vereador influente e que tanto ele quanto Monique jamais imaginaram serem presos. Hoje vereador no Rio, Leniel percebe o quanto o caso ganhou atenção nacional, mas lamenta as dificuldades enfrentadas para que a justiça seja feita.

Ele sente consolo ao ver que o nome de seu filho está ligado à Lei Henry Borel, que gerou milhares de medidas protetivas para crianças vítimas de violência. Essa legislação representa um passo importante para prevenção e proteção, garantindo que mais crianças possam ser salvas.

Neste mês de maio, dedicado ao combate contra a violência infantil, Leniel reforça a importância de que o caso de Henry não seja apenas mais uma história de impunidade, mas sim um marco para que a justiça de fato prevaleça no Brasil em defesa das crianças.

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