Centro-Oeste
Pai reconhece filha aos 102 anos no DF
Elizar Moreira Silva, aos 102 anos, oficialmente reconheceu a paternidade de sua filha Ana Lúcia Ferreira Rodrigues, que agora tem seu nome em sua certidão de nascimento. Essa história foi possível graças ao Programa Pai Legal, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
Ana Lúcia nasceu em 1974, em Itapecuru Mirim (MA), em uma época em que seus pais eram apenas casados na igreja. Ela foi a primeira de doze filhos a ser registrada. O pai, que trabalhava na roça, não dava muita importância para a documentação.
Quando Ana Lúcia soube do Programa Pai Legal, que oferece serviços gratuitos para reconhecer paternidade, procurou o Ministério Público para regularizar seu registro. O programa existe no Distrito Federal desde 2002 e busca facilitar esses procedimentos sem precisar de ação judicial.
Em mais de 20 anos, o Pai Legal iniciou quase 130 mil investigações e realizou cerca de 18 mil reconhecimentos de paternidade. O programa realiza mutirões em várias regiões do Distrito Federal e trabalha com escolas, cartórios e órgãos civis para ampliar seu alcance.
Somente no primeiro semestre de 2026, foram convidados 2,5 mil mães para iniciar investigações e 716 reconhecimentos de paternidade foram feitos. Cartórios enviam mensalmente cerca de 250 registros sem nome do pai para o Ministério Público.
O reconhecimento pode ser feito fora do tribunal, quando há acordo entre as partes. Essa forma administrativa facilita a conversa entre os pais e evita que muitos casos precisem ir para a Justiça.
Além de corrigir documentos, o reconhecimento assegura direitos como convivência familiar, pensão e identidade. As leis brasileiras proíbem qualquer discriminação entre filhos e garantem que a paternidade seja comprovada corretamente.
Para Ana Lúcia, o maior impacto foi pessoal: ter finalmente o nome do pai em seu documento, reconhecendo oficialmente sua história.
Fonte: Com informações Jornal de Brasília

Você precisa estar logado para postar um comentário Login