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Petróleo cai com dólar forte, mas sobe na semana por tensões no Oriente Médio

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O preço do petróleo finalizou esta sexta-feira (5) em baixa, influenciado principalmente pela valorização significativa do dólar no mercado internacional e pelo clima de aversão ao risco, após dados de emprego nos Estados Unidos indicarem a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). Mesmo com essa queda, as tensões contínuas e as incertezas na região do Oriente Médio sustentaram os ganhos acumulados durante a semana para a commodity.

No mercado da New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de petróleo WTI para julho teve queda de 2,69%, fechando a US$ 90,54. Já o petróleo Brent para agosto, comercializado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,04%, terminando o dia a US$ 93,09 por barril. Apesar disso, ambos tiveram alta semanal, com incrementos de 3,64% e 2,16%, respectivamente.

Desde as primeiras horas do pregão, os preços do petróleo já indicavam leve baixa, enquanto os investidores avaliavam se a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano poderia sinalizar uma perspectiva de acordo de paz também entre os Estados Unidos e o Irã.

As quedas se intensificaram após a divulgação de um relatório de empregos americano mais forte do que o previsto, reforçando a expectativa de aumento das taxas de juros pelo Fed ainda este ano, conforme análise da High Frequency Economics (HFE). Uma política monetária mais restritiva tende a reduzir a atividade econômica e, consequentemente, a demanda por energia, enquanto a valorização do dólar torna as commodities menos atraentes para investidores com outras moedas.

Assim, os investidores do setor energético deram menor atenção às recentes ameaças do Irã. Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, alertou sobre a possibilidade de ampliação do conflito para outras áreas ainda não envolvidas, caso não seja alcançado um acordo com os Estados Unidos.

De acordo com o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, o mercado não percebe uma escalada do conflito entre as partes, “mesmo na ausência de um acordo”.

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