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Presidente da Costa Rica evacuada após explosão em mina ilegal
Laura Fernández, presidente da Costa Rica, foi retirada rapidamente de uma área de extração ilegal de minerais nesta sexta-feira (19) após uma explosão inesperada durante sua visita. Imagens divulgadas pela televisão e pela própria presidente mostram o momento crítico.
Fernández, acompanhada por ministros e deputados, estava na região de Crucitas, próxima à fronteira com Nicarágua, quando uma explosão de origem desconhecida fez barulho nas montanhas, fazendo com que seus guardas de segurança a deitassem no chão para protegê-la.
“Foi como nas cenas de filme em que alguém te puxa pelo cabelo, te joga no chão e te coloca no carro. Vocês não imaginam como fiquei!”, relatou a presidente aos jornalistas logo após o ocorrido.
Ela também afirmou que passou por um exame médico de rotina e está bem. Cinco pessoas presentes, incluindo membros do congresso, receberam atendimento por problemas como queda de pressão, hipoglicemia e mal-estar devido ao calor.
Segundo a presidente, o incidente evidencia o risco presente em Crucitas (Alajuela, norte), onde grupos ilegais exploram ouro de forma ilícita e causam danos ambientais no entorno do rio San Juan.
Ela promove um projeto de lei que visa permitir a mineração formal nesta região.
Vídeos feitos por pessoas da comitiva mostram Fernández assustada após a explosão. Em seguida, ela aparece deitada no chão enquanto seguranças armados garantem sua proteção.
“Rejeito com veemência o ataque hoje contra a presidente da Costa Rica. O crime organizado não pode nos dominar. Fico aliviado em saber que ela está bem”, declarou no X o presidente do Panamá, José Raúl Mulino.
As autoridades locais ainda não divulgaram a origem da explosão.
A mineração ilegal é um tema sensível nas relações entre Costa Rica e Nicarágua, que em março firmaram um acordo para combater essa prática criminosa.
Este episódio em Crucitas ocorreu logo após o governo da Costa Rica reportar, em 3 de junho, uma suposta conspiração para assassinar a presidente, planejada dentro de uma prisão.
Em maio, Fernández substituiu seu mentor político, Rodrigo Chaves, cujo governo denunciou, em janeiro, um suposto complô contra a vida do então presidente, embora nunca tenha apresentado provas concretas.
A principal suspeita é uma ativista de direitos humanos, que criticou publicamente Chaves nas redes sociais, descrevendo o caso como uma “fraudulenta invenção”.

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