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Pyongyang considera exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul como ameaça direta

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A mídia oficial da Coreia do Norte expressou forte crítica nesta quarta-feira (19, conforme horário local) aos exercícios militares conjuntos realizados pelos Estados Unidos e Coreia do Sul, definindo-os como uma ameaça, sem mencionar a decisão do presidente Donald Trump acerca da redução dessas manobras.

No fim de semana, Trump surpreendeu países aliados da região ao instruir o Pentágono a diminuir a participação americana nos exercícios militares, decisão tomada um dia antes do início dos mesmos.

De acordo com o presidente americano, esses testes militares transmitiram uma mensagem “inapropriada e hostil” para Pyongyang.

Enquanto isso, Trump elogiou o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e criticou a Coreia do Sul por não apoiar seus embates contra o Irã.

A Coreia do Norte, que possui armamento nuclear, historicamente rejeita esses exercícios, considerando-os uma preparação para uma invasão.

Uma declaração da agência oficial norte-coreana, KCNA, reafirmou essa visão, destacando que “os exercícios representam uma ameaça imediata e explícita” à Coreia do Norte e à segurança da região.

“Exercitaremos nosso direito à autodefesa para neutralizar a ameaça militar dos inimigos por meio de ações mais claras”, completou o comunicado.

Apesar da ordem de Trump e da disposição norte-americana para retomar as negociações com Kim, a situação permanece tensa.

Na segunda-feira, Trump sugeriu ter mantido contato com o líder norte-coreano, sem revelar detalhes específicos.

Os Estados Unidos mantêm cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul para fortalecer a defesa do país, uma consequência da Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

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