Economia
Reforma do molhe de proteção em Suape avança 42%
A fase final da renovação do molhe de proteção do Complexo Industrial Portuário de Suape já está 42% concluída. O trabalho, que começou em outubro de 2024, visa reforçar a segurança do porto externo e proteger as operações nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), que lidam com petróleo, derivados e outros líquidos a granel.
Armando Monteiro Bisneto, diretor-presidente do Complexo de Suape, destaca que “o molhe é fundamental para o funcionamento do porto externo. Reformá-lo melhora a segurança na navegação e nas operações marítimas, além de conservar uma estrutura vital para as atividades portuárias”.
As obras, que devem ser concluídas até agosto de 2028, abrangem 1,8 km do molhe de proteção. Para reconstruir a estrutura, estão sendo usadas pedras que variam de 300 quilos a 12 toneladas, movimentadas por equipamentos pesados e instaladas conforme critérios técnicos rigorosos para resistir ao impacto das ondas, correntes e marés. O investimento total é de R$ 123 milhões, com R$ 73 milhões provenientes do estado e R$ 50 milhões do governo federal.
A diretora de Engenharia e Obras de Suape, Renata Loyo, explica que a execução do projeto exige planejamento constante devido às condições do ambiente marítimo. “Intervenções neste meio demandam monitoramento rigoroso, precisão e equipes especializadas. Mesmo na temporada de chuvas, o cronograma foi mantido com o uso de equipamentos adequados”, afirma.
Infraestrutura
A recuperação do molhe faz parte das amplas melhorias em Infraestrutura promovidas no Complexo de Suape. De janeiro a maio de 2026, o porto movimentou 11,27 milhões de toneladas de carga, das quais 7,45 milhões foram granéis líquidos. Nesse período, 693 embarcações atracaram no porto, evidenciando a importância estratégica da região para o transporte marítimo.

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