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Servidores devem devolver auxílio emergencial recebido indevidamente

Redação Planalto

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pagina do ministério da cidadania para devolução do auxílio emergencial recebido indevidamente

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) orienta os 460 servidores públicos que receberam indevidamente o auxílio emergencial a devolverem os valores. O órgão informa que aqueles que não restituírem os valores estarão sujeitos a ação por improbidade e processo disciplinar.

Os pagamentos irregulares foram identificados em ação conjunta da CGDF com a Controladoria-Geral da União (CGU) por meio do cruzamento de dados. A entidade ressalta que, do total, 325 servidores receberam o auxílio federal de maneira automática, ou seja, sem terem solicitado o benefício.

O restante teriam feito a solicitação por meio do site ou do Cadastro Único. As devoluções devem ser feitas por meio do portal criado pelo Ministério da Cidadania.

Auxílio Emergencial
A medida foi disponibilizada por conta da pandemia do novo coronavírus e é destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados. Ele não pode ser pago a agentes públicos, ainda que temporários.
No início de julho, a CGDF identificou que o benefício disponibilizado pelo GDF foi pago indevidamente a 46% das pessoas.

     

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    Brasil

    Wi-Fi Brasil leva internet a mais de 13 mil pontos remotos do país

    Redação NDP

    Publicado

    em

    /Aldeia Porto Lindo

    São cerca de oito horas de viagem para chegar à comunidade indígena Guató, localizada no Pantanal sul-mato-grossense. Mas não são oito horas de carro não, são oito horas de barco. E de barco rápido, conta o cacique Osvaldo Correia da Costa: “Para comprar mantimentos, precisamos de um barco maior. Aí são três dias navegando pelo rio.”

    O acesso complicado dificulta a chegada de serviços e a comunicação com outras comunidades. A secretaria especial de Saúde Indígena (Sesai) é a responsável pelo atendimento dos indígenas e diz que o contato com o mundo externo antes era feito apenas por meio de um telefone, que ficava na base do Exército na aldeia. Com a chegada da internet, no entanto, a comunicação ficou mais fácil. A Sesai conta hoje com o auxílio do programa Wi-Fi Brasil e consegue entrar em contato com a aldeia até por aplicativo de mensagens.

    A chegada da internet pelo Wi-Fi Brasil também impactou a vida na aldeia Porto Lindo, localizada no município de Japorã, em Mato Grosso do Sul. Segundo o líder guarani-kaiowá, cacique Roberto Carlos Martins, os 5,5 mil indígenas passaram a ter melhores oportunidades de trabalho, estudo e pesquisa, além dos aspectos de comunicação. “Rapidamente a gente consegue se comunicar não só com a comunidade mas a comunidade também com o poder público, poder privado. Então a gente tem essa facilidade hoje”.

    O cacique, no entanto, alerta que a internet também traz aspectos negativos à aldeia, assim como ocorre em grandes centros urbanos: o tempo excessivo que o indivíduo fica conectado. “Em vez de estar conversando e brincando estão ligados na internet”, comenta.

    Pelo Brasil afora

    Hoje o programa conta com mais de 13,3 mil pontos de internet em funcionamento, instalados em escolas, unidades de saúde, de segurança e de prestação de serviços públicos em áreas remotas, de fronteira ou de interesse estratégico, além de aldeias indígenas e comunidades quilombolas – todos lugares de difícil acesso.

    “Aonde ninguém chega, a gente chega com sinal de internet de qualidade”, diz o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, José Afonso Cosmo Júnior. O número de pessoas atendidas ultrapassa os 8,5 milhões, segundo o governo.

    Panorama geral do Wi-fi Brasil.
    Arte/Agência Brasil

    Pessoas como a dona de casa Maria Aparecida Pereira, moradora do povoado Conceição do Jacinto, que fica no interior de Minas Gerais. “Com a internet eu consigo escutar o choro e a voz do meu neto, acompanhar o engatinhar, os primeiros passos. Vou assistindo ao crescimento dele por videochamada. Se não fosse a internet, não conseguiria.”

    E não é só para conversar com a família que a internet serve. Cosmo Júnior conta o exemplo de uma comunidade que, assim que obteve o sinal de internet, foi logo questionar o prefeito sobre uma bomba d’água que teria sido retirada sem qualquer explicação. “No fim das contas, a exclusão digital é também social”, diz.

    Wi-fi Brasil, por regiões.
    Arte/Agência Brasil

    Tecnologia via satélite

    O secretário de Telecomunicações lembra que o programa só foi possível depois do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC): “Não tínhamos, antes, um satélite que cobrisse todo o Brasil com essa capacidade de dados que o SGDC tem.”

    Lançado em 2017, o SGDC está em órbita a 36 mil quilômetros da Terra e possibilitou o estabelecimento de uma política pública de atendimento às regiões mais remotas já que cobre, com o mesmo sinal, o país inteiro.

    O programa tem duas modalidades. Na primeira, a internet é instalada em pontos fixos como escolas e unidades de saúde. Na segunda, ela é levada a praças públicas onde podem ser usadas por qualquer pessoa. Atualmente são 21 praças que contam com o sinal do Wi-Fi Brasil, mas outros 2 mil pontos já estão com contratação em andamento, segundo o Ministério das Comunicações.

    Brasília - Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas é lançado ao espaço (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
    Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas foi lançado em 2017 Marcello Casal jr/Agência Brasil

    Previsão

    A expectativa, segundo o secretário de Telecomunicações, é que 500 novos pontos sejam instalados até a primeira quinzena de maio, e mais 4 mil até o fim de 2021. De acordo com Cosmo Júnior, boa parte dos recursos para o programa está vindo de emendas parlamentares.

    De 2020 para 2021 o valor das emendas destinadas ao Wi-Fi Brasil passou de cerca de R$ 17 milhões para mais de R$ 100 milhões. “O que mostra que os parlamentares reconhecem o programa como a forma mais rápida de levar internet a essas comunidades”. E completa: “A ideia é acabar com o deserto digital do país. A integração de todas as políticas públicas do ministério tem um objetivo só: conectar todas as pessoas.”

    Semana Nacional das Comunicações

    De segunda-feira (3) a domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial reúne reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.

    /Agência Brasil

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    Brasil

    Dia das mães: data é a mais importante para o setor de flores

    Redação NDP

    Publicado

    em

    /Fabiano de Bruin

    Mesmo com o período de isolamento e as restrições impostas pela pandemia de covid-19, como o cancelamento de eventos, festas, casamentos e aniversários, os produtores e comerciantes do setor de flores seguem se reinventando para se adaptar aos novos tempos.

    Com a chegada do “Dia das Mães”, principal data do setor, e com a flexibilização das medidas restritivas, o otimismo está de volta. É o que espera a empresária Regina Bazani, sócia-proprietária da Mil Plantas, que além de uma loja, tem três boxes na Feira de Flores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp).

    “Para este ano, nossa previsão é recuperar a lacuna de 2020 por causa da pandemia, onde tivemos queda de 50% nas vendas em relação a 2019. Por isso, estimamos recuperar a perda do ano anterior e estamos bastante confiantes que alcançaremos o aumento de 50% em relação a 2019”, diz a empresária.

    As vendas estão aquecidas nas cooperativas e regiões produtoras, e a expectativa de maior demanda nos dias que antecedem o Dia das Mães promete gerar grande volume de negócios.

    “No ano passado estivemos nessa época no ápice da pandemia, e o setor não funcionou praticamente o mês de abril inteiro. Com a indefinição sobre a essencialidade do setor, não produzimos informações em abril e maio de 2020. Este ano, a expectativa é muito positiva. O setor deve movimentar cerca de 800 toneladas, gerando um valor perto de R$ 20 milhões”, afirmou o economista da Ceagesp Flávio Godas.

    Feira de Flores da Ceapesp

    A Feira de Flores do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) é a maior do gênero no país, marca registrada da Ceagesp, terceiro maior centro atacadista de alimentos do mundo e o primeiro do Brasil e da América Latina.

    Realizada no Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP), a feira reúne cerca de mil produtores de flores, plantas, grama e mudas. Conta ainda com uma área especial, reservada para acessórios e artesanato.

    No interior, a feira também acontece nos entrepostos de Araçatuba, Bauru, Guaratinguetá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

    Mães e flores

    A rosa costuma ser a campeã de vendas nesta época, principalmente a vermelha, que simboliza o amor verdadeiro. Mas, há outras bonitas opções que podem agradar e emocionar as mães.

    Orquídea: com traços de requinte, também é uma das mais vendidas para presentear as mães. Simboliza beleza e vida longa.

    Girassol:  de cor intensa e marcante, representa alegria, vitalidade, energia positiva e felicidade, sendo um presente ideal para as mulheres fortes.

    Margarida: delicadas, simbolizam alegria, sensibilidade e inocência e combinam com as mães mais sensíveis.

    Flor de Maio: pertencente à família dos cactos, é delicada e representa o amor sublime.

    Gérbera: de cores vibrantes, encanta pela sua exuberância. Combina com mães extrovertidas.

    Violeta: delicada, simboliza lealdade e desperta lindas memórias.

    Na Feira de Flores da Ceagesp há também uma variedade de acessórios para dar a quem quer incentivar a mãe a começar a ter um jardim ou uma horta. São várias opções de presentes originais dentro da jardinagem.

    Serviço:

    Feira de Flores na capital:

    3ª e 6ª feira das 22h30 às 9h30 (inclusive aos feriados)

    (de 2ª feira para 3ª feira e de 5ª para 6ª feira – inclusive aos feriados)

    Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP) –  Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina

    Estacionamento pelos portões 4 e 7

     

    2ª e 5ª feira das 2h às 11h* (inclusive aos feriados)

    (de domingo para 2ª feira e de 4ª para 5ª feira – inclusive aos feriados)

    Estacionamento pelo portão 18 (veículos pequenos) e portão 7 (veículos grandes)

    ** Os comerciantes costumam encerrar as atividades por volta das 9h**.

    /Agência Brasil

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    Brasil

    Obra “Sonhar Brasília” é lançada no Dia Mundial da Língua Portuguesa

    Redação NDP

    Publicado

    em

    /Cultura RJ

    O lançamento hoje (5) no Brasil da publicação infantojuvenil Sonhar Brasília, dedicada à capital do país, marca as comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que ocorre nesta quarta-feira (5). O lançamento será feito durante evento online, às 15h, promovido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Instituto Camões, o governo do Distrito Federal e embaixadas. O evento pode ser acompanhado no canal YouTube Unesco/Português, com retransmissão direta pelo portal da CPLP.

    O Dia Mundial da Língua Portuguesa foi estabelecido pela Unesco em novembro de 2019 e comemorado pela primeira vez no ano passado.

    O livro Sonhar Brasília reúne oito textos inéditos e ilustrados, selecionados pelas sete embaixadas dos países da CPLP com representação diplomática no Brasil – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, em colaboração com o Secretariado Executivo da CPLP, o governo do Distrito Federal, a Unesco no Brasil e o Centro Cultural Português (Camões).

    Os textos escolhidos são dos autores João de Melo (Angola), Conceição Freitas (Brasil), Vera Duarte (Cabo Verde), Jorge Luís Mendes (Guiné-Bissau), Bienvenido Ebang Otogo Obono (Guiné Equatorial), Mia Couto (Moçambique), José Luís Peixoto (Portugal) e Tino Freitas (Brasil/Timor-Leste), com ilustrações de Nelo Tumbula (Angola), Toninho Euzébio (Brasil), Davide Luís Mendes (Guiné Bissau), Daniel Esteves Moreira (Portugal) e Mariano da Cruz Santa (Timor-Leste).

    Participam da sessão de lançamento da publicação conjunta a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o secretário executivo da CPLP, embaixador Francisco Ribeiro Telles; o embaixador de Cabo Verde no Brasil, José Pedro Máximo Chantre D’Oliveira; e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais do Governo do Distrito Federal, Renata Zuquim.

    Museu

    Também no Brasil, o Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, terá atrações ao longo de toda a semana para marcar a data. Serão cinco dias de atividades gratuitas, iniciadas no último dia 3 e que se estenderão até o próximo dia 7, incluindo transmissões ao vivo e exibição de vídeos.

    A programação inclui visita presencial à exposição temporária Língua Solta, para um público total de 160 pessoas, em grupos de dez de cada vez, com acesso mediante emissão antecipada de ingressos pela internet, informou a Secretaria de Cultura.

    Descobrindo o mundo

    Para o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), professor Marco Lucchesi, a língua portuguesa “é a nossa forma de descobrir o mundo e de estar no mundo. Processo de descoberta e de pertencimento desse mundo. É um instrumento de sentir o que nós fomos, coletivamente, construindo. Uma língua que começou como língua de fronteira aberta, porosa, luminosa, de muito futuro, porque tem a palavra saudade e essa palavra não é, por assim dizer, um privilégio único de um sentimento da língua portuguesa, mas sim a palavra é também uma saudade do futuro”.

    Segundo Lucchesi, isso foi sendo construído pela língua portuguesa, que é longa, profunda, cheia de camadas “e se tornou hoje de complexa geopolítica, uma língua da paz”. Acrescentou que um idioma que deu tantos poetas e escritores em todos os continentes é também fator de grande relevância “mas, sobretudo, porque é uma língua que é hoje instrumento de promoção de paz”.

    Em transmissão hoje (5) pela internet, Lucchesi vai abordar o tema Novas Palavras, trazendo a percepção de palavras novas ou que entram de forma diferenciada na língua. A ABL vai destacar, semanalmente, palavras que foram repetidas em vários ângulos pela mídia e pela população.

    O presidente da ABL acrescentou que o Dia Mundial da Língua Portuguesa é motivo de festa, de comemoração. Lembrou que a instituição adotou como estratégia o estabelecimento de acordo com a Marinha, para distribuição de livros dos acadêmicos aos países de língua portuguesa. Outro acordo inédito foi firmado pela ABL com as academias de Letras dos países lusófonos no ano passado.

    Expressando cultura

    Na opinião da professora adjunta do Departamento de Letras Neolatinas do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Maria Aparecida Cardoso Santos, a data é importante para celebrar o idioma. “É preciso que as pessoas tenham apreço, porque a língua é o modo de expressão, a cultura, representa tudo, a identidade de um povo”.

    Ela ressaltou a necessidade de os jovens, especialmente, aprenderem a amar a língua, “a verificar a riqueza da língua”. Aprender línguas estrangeiras é muito positivo e importante, porque amplia as possibilidades de comunicação, mas conhecer a nossa língua é fundamental. “Porque é por meio da própria língua que a gente acessa a nossa história, nossa cultura, nossa identidade”.

    A professora lembrou que a língua falada no Brasil veio com os colonizadores portugueses e foi se transformando ao longo do tempo. “Hoje é outra língua, que se assemelha e distancia da europeia”. A professora completou que a língua portuguesa tem uma riqueza muito grande. Então, quanto mais a gente a conhece, mais consegue compreender. E quando digo conhecer, falo em todos os sentidos. Não é só o estudo da gramática, mas é o estudo do texto, é saber ler e interpretar o que se lê, é saber escrever o que se pretende para comunicar exatamente o que se deseja. É uma série de coisas que perpassam, naturalmente, o conhecimento da língua”.

    Evento lusófono

    A programação do Dia Mundial da Língua Portuguesa 2021 foi divulgada em Nova York. Um evento com todos os países lusófonos foi organizado por Cabo Verde, que ocupa a presidência rotativa da CPLP. A data será comemorada em pelo menos 44 países, envolvendo mais de 150 atividades para festejar o idioma, falado por um contingente de 285 milhões de pessoas.

    De acordo com informação do Instituto da Cooperação e da Língua (Camões) de Lisboa, o português é falado em Angola, no Brasil, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e no Timor-Leste. O idioma é língua oficial na Guiné-Equatorial e em Macau, na China. O português é falado também em comunidades no exterior, as chamadas “diásporas”. Segundo o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (Iilp), com sede em Cabo Verde, existem pelo menos 7 milhões de pessoas que falam o português nas diásporas.

    Este ano, estão previstos conferências, concertos, concursos literários e de poesia e eventos acadêmicos, em sua maioria virtuais, para comemorar a data, em função da pandemia de covid-19.

    Futuro do português

    Nas Nações Unidas, participam do Dia Mundial da Língua Portuguesa alunos da Escola da ONU que estudam português como língua estrangeira, como parte de um projeto piloto de ensino com docentes do Brasil e de Portugal. A subsecretária-geral do Departamento de Comunicação Global da ONU, Melissa Fleming, falará no evento sobre a importância e o futuro do idioma.

    Como aconteceu no ano passado, o canal da ONU (ONU News) transmitirá os eventos ao vivo em sua página. Mais informações no site https://en.unesco.org/commemorations/portuguese-language-da.y

    Em mensagem, o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, disse que o Dia Mundial da Língua Portuguesa 2021 é um justo reconhecimento da relevância global do idioma. “Tenho certeza de que seu futuro continuará a ser enriquecido pela diversidade e solidariedade de todas as suas vozes”.

    /Agência Brasil

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    Brasil

    Chegada do 5G deve expandir o uso da Internet das Coisas

    Redação NDP

    Publicado

    em

    /Agência Brasil

    Faz tempo que o homem sonha com um mundo altamente tecnológico. Clássico dos anos 1980, o filme De Volta para o Futuro 2 trazia uma série de inovações que já se concretizaram nos dias de hoje: as videochamadas, TVs de tela plana, uso da biometria, além de serviços automatizados e acionados pela voz. Antes mesmo disso, na década de 1960, outro clássico também se passava no futuro: o desenho Os Jetsons. A animação também acertou em muitas previsões: robôs que ajudam a limpar a casa e relógios de pulso inteligentes (smartwatches) já são uma realidade nos dias de hoje.

    Conectar o mundo físico ao tecnológico – o offline ao online – para facilitar o nosso dia a dia é o objetivo da Internet das Coisas (IdC) – também tratada pela sigla em inglês IoT (Internet of Things). A tecnologia permite que objetos se comuniquem graças à internet.

    A expectativa é que a Internet das Coisas mude o nosso dia a dia. “Teremos a criação de um ecossistema digital onde tudo se comunica e a gente vai ganhar mais tempo”, diz o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, José Afonso Cosmo Júnior. “Vai chegar um momento em que minha roupa vai avisar à lavanderia que já está na hora de lavar”. A chegada da internet 5G ao Brasil deve consolidar esse processo.

    Casa inteligente

    Essa realidade já vem chegando de mansinho ao Brasil. Em Curitiba, o engenheiro William Padilha, por exemplo, tem o que se chama de smart home (casa inteligente, em tradução livre). Ele utiliza o Google Nest, um aparelho que comprou quando morava na Alemanha e que, pareado com seu celular, ajuda a fazer ligações, acessar notícias, checar lembretes, ouvir música e até conferir a previsão do tempo. “Ele já traz a música de que eu gosto e as notícias que quero ver. Tudo após um simples good morning, Google [Bom dia, Google]”, revela.

    E não para por aí. Padilha colocou outro aparelho na casa dos pais, que ajuda na rotina com os remédios, por exemplo. “Eu consigo lembrá-los da minha própria casa sem ter a necessidade de estar com eles lá ou ter de fazer uma ligação”, diz.

    O editor de imagens Roberto Maia usa o smart home Alexa para controlar vários equipamentos na sua casa: luzes, ar-condicionado e televisão. A casa é toda automatizada, e até o filtro da piscina é controlado pelo celular. Para ele, essa automação traz segurança: “Mesmo viajando, eu consigo ligar as luzes de casa pelo celular.” A tecnologia também ajuda com os cinco cachorros de estimação quando está de férias: pela câmera, ele mata a saudade dos pets.

    Da cidade ao campo

    Outro exemplo de como a Internet das Coisas pode facilitar o dia a dia é o smartwatch. Conectado ao celular, ele recebe mensagens e ligações. Mas pode ir muito além: com aplicativos, pode medir o batimento cardíaco e o nível de atividade física.

    Calebe conta com o auxílio do smartwach para treinar.
    Calebe conta com o auxílio do smartwach para treinar – Acervo pessoal/direitos reservados

    É exatamente com esse propósito que o triatleta brasiliense Calebe Nunes da Silva utiliza seu relógio quando pratica natação, ciclismo e corrida. “É bom para saber como estou evoluindo em cada modalidade. Automaticamente, ele já passa tudo para o meu treinador saber onde estou tendo dificuldade”, diz o triatleta, que comenta que modelos mais avançados medem a oxigenação sanguínea e até já salvaram a vida de pessoas em início de infarto.

    A Internet das Coisas também está presente na medicina, com monitoramento de estoques de sangue e da temperatura de armazenamento de medicamentos e vacinas. Caso os sensores identifiquem falhas na conservação, eles acionam as equipes para que tomem providências.

    Na indústria, um exemplo é a utilização de óculos de realidade aumentada. No campo, a IdC auxilia no aumento da produtividade, redução de custos e diminuição de perdas. Rebanhos monitorados por chips que enviam informações sobre a saúde e o comportamento do animal, além de sua localização pelo GPS.

    Na agricultura, é possível avaliar a umidade e as condições climáticas para programar a irrigação automatizada. Além disso, drones auxiliam, por exemplo, na verificação da existência de pragas.

    Facilitação

    O governo federal vem tomando algumas medidas para incentivar a expansão da Internet das Coisas no Brasil. Em 2019, foi sancionado o Plano Nacional de Internet das Coisas e criada a Câmara IoT, um grupo de trabalho para acompanhar a implantação desse plano.

    No fim do ano passado, foi sancionada a Lei 14.108. Por meio dela, itens que fazem parte de sistemas de comunicação máquina a máquina tiveram isenção de alguns tributos. “Com essa desoneração, a gente abre um grande mercado e abre possibilidade para que esses aplicativos venham para o nosso país”, afirma o secretário de Telecomunicações.

    Segundo ele, de 2019 para 2020, o mercado de IoT cresceu 9%. Nos dois primeiros meses após a desoneração, o crescimento foi de 6%. “Isso no meio de uma pandemia e com todas as limitações”, destaca Cosmo Júnior.

    Segurança

    Essas facilidades trazidas pela IdC podem esconder algumas armadilhas. De acordo com o especialista em cibersegurança Lucas Galvão, nem todos os fabricantes oferecem garantia em relação à proteção de informações pessoais que circulam nos dispositivos. “Um simples relógio inteligente hoje pode saber aonde você foi, qual é a sua média de batimentos – inclusive seu eletrocardiograma –, ouvir suas conversas e muito mais.”

    Segundo ele, os riscos existem em todas as partes, entretanto, hoje o usuário final pode fazer uma análise antes de adquirir um dispositivo IdC, verificando que tipos de informações serão processadas e utilizadas. Para Galvão, fabricantes, órgãos reguladores e profissionais de segurança da informação possuem um papel importante a ser desempenhado na garantia da segurança cibernética desses dispositivos.

    Em setembro de 2020, entrou em vigor no país a Lei Geral de Proteção de Dados. O texto define direitos de indivíduos em relação às suas informações pessoais e regras para quem coleta e trata esses registros.

    Semana Nacional das Comunicações

    De segunda-feira (3) a domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial reúne reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.

    /Agência Brasil

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