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Terremoto grave na Colômbia causa danos bilionários
Um terremoto de grande magnitude sacudiu o oeste da Colômbia, resultando em centenas de mortes e perdas econômicas que chegam a US$ 9,6 bilhões (cerca de R$ 49 bilhões), conforme informado inicialmente pelo presidente Abelardo de la Espriella.
Esse forte tremor, medindo 7,4 na escala Richter, derrubou muitas construções, especialmente em cidades próximas ao Pacífico e na região produtora de café no oeste do país. De acordo com o líder colombiano, uma avaliação feita por uma empresa privada aponta que os danos atingem um terço do território nacional.
Até o momento, as autoridades responsáveis pelo atendimento emergencial contabilizam 304 vítimas fatais e 4.548 feridos. De la Espriella ressaltou: “Considere a magnitude do desastre. Este número é preliminar e deverá ser atualizado conforme surgirem novas informações e a situação for analisada detalhadamente em cada área afetada.”
A Colômbia recebeu auxílios financeiros significativos de países como os Estados Unidos e de entidades internacionais, incluindo o Banco Mundial.
No último fim de semana, De la Espriella solicitou a Washington uma suspensão temporária das tarifas comerciais para ajudar a economia local, pedido que reiterou em conversa telefônica com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
“Há um processo em andamento para obter essa suspensão e o governo dos EUA está completamente comprometido”, publicou De la Espriella em sua rede social X, acrescentando que o ministro do Comércio colombiano se deslocará a Washington para as negociações.
Sete dias após o sismo de 10 de agosto, o país iniciou a remoção dos escombros, com poucas esperanças de encontrar pessoas vivas. Atualmente, 426 pessoas continuam desaparecidas.
Este desastre representa o primeiro grande desafio para o governo conservador de De la Espriella, que precisou lidar com a emergência apenas três dias após assumir o cargo.
O presidente delegou ao ministro da Habitação a tarefa de executar o “Plano Milagre de Reconstrução”, com a colaboração de construtoras, instituições financeiras, seguradoras, governadores e prefeitos.
No entanto, o ministro responsável, Jaime Andrés Beltrán, enfrenta críticas por ter viajado para a praia com sua família durante o período da crise.


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