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Ex-ministro ucraniano defende eleições no país

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Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa da Ucrânia, que foi removido do cargo em julho, defendeu nesta terça-feira (18) que o país avance com medidas para possibilitar a realização de eleições, que foram adiadas devido à invasão russa.

A Ucrânia declarou lei marcial após as tropas russas cruzarem sua fronteira em fevereiro de 2022, o que impede a realização de eleições enquanto essa legislação estiver em vigor.

“A democracia não pode ficar refém da Rússia”, afirmou Fedorov em um vídeo publicado no YouTube. Ele ressaltou que a luta é justa porque o país deseja continuar sendo uma nação europeia livre.

Fedorov destacou a necessidade de criar um “mecanismo legal, seguro e factível” que permita à Ucrânia restaurar plenamente o processo democrático, mesmo durante um conflito prolongado.

O ex-ministro apontou os desafios para organizar a votação em meio à guerra, como garantir o direito ao voto a soldados, moradores das áreas próximas à linha de frente e milhões de ucranianos residentes no exterior.

“Embora seja complicado, complexo não significa impossível”, comentou.

Nomeado ministro da Defesa em janeiro, Fedorov buscou reformar as Forças Armadas, que enfrentavam problemas como corrupção, falta de equipamentos e uma mobilização militar pouco popular.

Sua popularidade na Ucrânia era alta, e sua saída do governo em 14 de julho causou protestos, levando a uma grave crise política desde o início da invasão russa.

Para acalmar as manifestações, o presidente Volodimir Zelensky substituiu o comandante do Exército, Oleksandr Syrskyi, que era considerado um rival político de Fedorov.

No vídeo divulgado nesta terça, Fedorov não revelou seus planos políticos para o futuro, mas reafirmou que retornaria ao governo apenas para reassumir o cargo de ministro da Defesa.

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